A Final Four da Taça de Portugal acabou por ser uma fotocópia da Final Four da Taça Hugo dos Santos, havendo apenas uma inversão nos duelos das meias com o Benfica a defrontar o Imortal, num encontro entre os atuais terceiros classificados do Campeonato com os mesmos 44 pontos que dividiram entre si as vitórias nos dois jogos da fase regular, e o Sporting a medir forças com o FC Porto, na partida que juntava os dois melhores da Liga com a diferença apenas de um ponto (48-47). E era no clássico que se centravam as principais atenções, naquele que era o quinto jogo entre ambos os conjuntos com triunfos repartidos até ao momento na temporada.

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Começaram melhor os leões, vencendo os dragões na final da Taça de Portugal relativa à época de 2019/20 que foi jogada em outubro (87-78) e no primeiro jogo da fase regular do Campeonato em Alvalade (63-57), passaram depois os azuis e brancos para a frente, ganhando a final da Taça Hugo dos Santos depois de uma recuperação fantástica nos minutos finais (72-68) e o segundo clássico para a Liga no Dragão Arena (81-78 no prolongamento). Este sábado, em Matosinhos, o “desempate” pendeu para o Sporting, que derrotou o FC Porto por 85-77 e vai marcar presença da final da Taça de Portugal apenas seis meses depois da última decisão da prova.

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Tal como já se previa, ambas as equipas apostaram forte na defesa e na luta nas tabelas, criando dessa forma um início de jogo equilibrado, sem muitos pontos e com Tanner McGrew a ser o principal destaque ofensivo com oito pontos, contribuindo para a vantagem mínima do FC Porto no final do primeiro período por 19-18 com um triplo de Vladyslav Voytso frente a um Sporting com Diogo Ventura (cinco pontos) e João Fernandes (quatro ressaltos) em destaque. Depois, os dragões voltaram a entrar melhor mas os últimos minutos tiveram um Sporting melhor, com Travante Williams a subir na produção ofensiva e no jogo exterior e John Fields a dominar na defesa e nas tabelas, o que permitiu que os leões chegassem a uma vantagem de dez pontos antes de triplos de Tanner McGrew e Brad Tinsley que deixaram o resultado apenas por quatro ao intervalo (40-36).

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No segundo tempo, o conjunto de Luís Magalhães voltou a ter uma entrada mais forte, com Diogo Ventura a comandar todo o jogo ofensivo da equipa e Travante Williams a assumir cada vez mais o lançamento que chegou a colocar a partida com dez pontos de diferença, antes de uma recuperação da formação de Moncho López que conseguiu ainda reduzir distâncias antes do 61-52 registado no final do terceiro período. Mesmo atrás e não estando a fazer a melhor exibição sobretudo no plano ofensivo, os dragões nunca conseguiram encostar de forma suficiente o resultado e os leões conseguiram mesmo segurar a vitória por 85-77, com Diogo Ventura a provar que é uma das grandes mais valias da equipa verde e branca nos momentos chave dos encontros.

Na outra meia-final, o Imortal conseguiu surpreender o Benfica e marcar pela primeira vez presença na final da Taça de Portugal com uma vitória por 92-88 conseguida no último período (19-11), mesmo sofrendo com as lesões de Jalen Jenkins (que aparentou ter gravidade) e Tyere Marshall. DJ Fenner e Tanner Omild, ambos com 19 pontos, foram os melhores marcadores do conjunto algarvio comandado por Luís Modesto, ao passo que Quincy Miller, com 21 pontos e 13 ressaltos, foi o melhor marcador dos encarnados e do encontro.

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“O que se passou no último período? Deixámos de jogar, deixámos de atacar, deixámos de defender e de fazer tudo o que tínhamos feito bem até aí. Foi algo inexplicável, não faz sentido. O jogo só acaba aos 40 minutos e às vezes até há prolongamento. Deixámos de atacar com qualidade, deixámos de defender. Pensaram que o jogo já estava ganho. Não faz sentido. As derrotas nunca são boas. Falhámos este objetivo, mesmo tendo todas as condições para disputar a final amanhã. Falhámos na parte final”, comentou no final Carlos Lisboa.

“É uma vitória da qualidade dos nossos jogadores e do espírito guerreiro que a nossa equipa tem. Preparámo-nos para estar sempre dentro do jogo e, no momento exato, passarmos para a frente. Foi quase um jogo perfeito. Tivemos alguns momentos maus, mas soubemos reagir para que eles fossem curtos. É uma vitória inexplicável, mas muito merecida. O Imortal já tinha estado presente numa Final Four [da Taça Hugo dos Santos] mas perdeu na meia final. Sabíamos que podíamos fazer história, eu estou há 34 anos no Imortal e este é o momento mais feliz da minha vida no clube”, destacou Luís Modesto, treinador dos algarvios.