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Às 6h30 da manhã desta segunda-feira, Sandra Silva abriu as portas do seu café em Resende. Se fosse outro dia qualquer, admite, tinha mantido o horário de abertura às 9h30, mas quis chegar mais cedo na esperança de conseguir mais clientes. Só que o cenário que encontrou não facilitou a tarefa. Desde sábado que este concelho de Viseu teve de dar um passo atrás no desconfinamento: ao contrário de grande parte do país — e tendo em conta a evolução da situação epidemiológica — Resende voltou a medidas como a venda ao postigo e o serviço de esplanada limitado a quatro pessoas por mesa nos cafés, restaurantes e pastelarias. “Não há clientes. Só tive três pessoas até agora. Está tudo muito parado”, desabafa a comerciante, em frente à mesa que impede a entrada no interior.

O som da rádio vai fazendo companhia enquanto Sandra Silva olha em frente para a rua, à espera de algum movimento. Mesmo com a abertura mais cedo, explica, os clientes continuam sem chegar. Durante mais de uma hora, passaram três pessoas e as duas mesas de esplanada ainda não foram ocupadas. “Ninguém quer vir cá porque não podem entrar dentro dos cafés e não querem estar ao frio”, conta ao Observador. O recuo no desconfinamento “é mau para o negócio, mas é para o bem de toda a gente”. “Não tenho alternativa”, acrescenta.

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