Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Desta vez, a resolução do problema que a Seat tinha pela frente não era ultrapassável com o incremento na produção de veículos, ou com uma eventual redução de preços para facilitar a mobilidade da população da Catalunha. Com Espanha a braços com uma pandemia, que aparentemente apenas se consegue controlar apressando a vacinação da população, tornou-se claro para o construtor espanhol onde é que o seu apoio poderia fazer a diferença.

Além dos cerca de 14 mil empregados que laboram na sua fábrica de Martorell, nos arredores de Barcelona, de onde deveriam sair 600 mil veículos, não fora o Covid-19, a Seat conta igualmente nos seus quadros com uma centena de profissionais de saúde, que garantem o funcionamento do centro médico das instalações fabris. Daí que o construtor tenha colocado à disposição da região os seus médicos e enfermeiros, para ajudar a imunizar a população assim que houvesse mais vacinas disponíveis do que profissionais para as administrar.

Depois de um acordo deste cariz firmado a 28 de Fevereiro, a disponibilidade de grandes quantidades de vacinas contra a Covid-19 chegou finalmente a 13 de Maio, pelo que a Seat colocou os seus profissionais de saúde ao serviço da população. Começou por imunizar os seus empregados, mas rapidamente alargou o grupo de indivíduos a vacinar aos espanhóis que vivem ou trabalham nas proximidades de Llogregat.

De recordar que, já no início da pandemia, a Seat contribuiu para a luta contra o vírus fabricando ventiladores e máscaras, sempre em sintonia com o governo da Catalunha.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR