Equipa número um do ranking mundial, bicampeã do Mundo e principal favorita à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas todos estes predicados não ganham jogos sozinhos e não rematam à baliza e impedem golos dentro de campo. Têm de ser as jogadoras a fazê-lo e esta quarta-feira as norte-americanas não foram capazes de concretizar todo élan em torno da equipa. Aproveitaram as suecas que, com mérito, venceram por claros 3-0 no arranque de ambas as equipas no torneio de futebol das olimpíadas nipónicas.

A seleção feminina dos EUA não perdia há 44 jogos, desde o ano de 2019, e a equipa da Suécia consegue assim, no Japão, desfeitear a favorita. A seleção nórdica não tem sido, aliás, nada simpática para a congénere norte-americana. Além de terem eliminado a equipa dos EUA nos últimos Jogos Olímpicos, em 2016 no Rio de Janeiro, um empate entre as duas equipas, em abril, acabou com uma série vitoriosa das americanas que já vinha também desde 2019. Essa senda de triunfos começou precisamente, no sentido oposto do que tem sido a estatística recente, frente à Suécia.

O destaque do encontro foi a avançada sueca Blackstenius, que marcou aos 26′ e levou a sua equipa para o descanso em vantagem. No segundo tempo, mesmo com algumas substituições, as norte-americanas viriam a sofrer outro golo, também de Blackstenius, que bisou assim no encontro. Lina Hurting, à entrada dos últimos vinte minutos, fez o resultado final.

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“O nosso crer é maior que qualquer resultado. Olhar em frente” e “não foi o começo que queríamos mas ainda muito torneio para jogar” foram as reações oficiais no Twitter da seleção dos EUA.

Esta foi ainda a primeira derrota dos EUA sob o leme de Vlatko Andonovski, que ficou com o posto de Jill Ellis, campeã do mundo em França, no ano de 2019.

Os EUA já venceram no futebol feminino quatro medalhas olímpicas de ouro, mais do que qualquer outro país, tentando agora ser a primeira equipa a conseguir o primeiro lugar nos Jogos Olímpicos depois de um título mundial.

A Suécia, que participa nas suas sétimas olimpíadas e que foi medalha prata em 2016, lidera assim o Grupo G do torneio, do qual fazem ainda parte Austrália e Nova Zelândia (ainda não jogaram). As duas primeiras equipas passam à fase a eliminar.