A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) está a tentar recuperar cerca de 5,3 milhões de euros, de um total de mais de 37,7 milhões de euros gastos na aquisição de equipamentos de medicina intensiva para o Serviço Nacional de Saúde, noticiou o Público.
Em causa está a devolução do valor pago por ventiladores, monitores e outros materiais de medicina intensiva que foram comprados para dar resposta às necessidades da pandemia de Covid-19, mas que nunca chegaram a ser entregues.
A ACSS [está] a finalizar as negociações com os fornecedores para a restituição dos montantes.”
O Público identificou ainda uma quebra de inventário de mais de 345 mil euros, que a ACSS justificou com os consumíveis descartáveis “de baixo custo e elevado consumo”, como os tubos que ligam os doentes aos ventiladores.
Como o processo logístico é complexo e dada a urgência dos hospitais em receberem o material, muitos produtos deste tipo foram distribuídos sem o registo de receção e armazenamento habitual, justifica a ACSS. O processo será, entretanto, regularizado.