Pedro Pablo Pichardo confirmou esta quinta-feira que é o melhor saltador da atualidade, juntando ao ouro olímpico de Tóquio, onde se tornou o quinto campeão português nos Jogos depois de Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nelson Évora, a vitória na grande final da Liga Diamante, em Zurique.

Apesar de estar muito longe do momento e das marcas que fez nos Jogos Olímpicos (e que marcava nos treinos, onde passou os 18 metros), o atleta nacional conseguiu bater a concorrência tendo como registo máximo até ao quinto salto um modesto 17,24, ainda assim suficiente para conseguir a primeira posição e arrancar depois aquele que foi o grande momento desta quarta-feira, a 17,70.

Hugues Frabrice Zango, burquinense que ficou com a medalha de bronze em Tóquio, acabou no segundo poste com 17,20, feitos depois de Pichardo ter dispensado duas tentativas. O argelino Yasser Mohamed Triki, uma das grandes revelações dos Jogos Olímpicos ao bater o recorde nacional por duas vezes apenas na final, acabou no terceiro lugar com 17,07 alcançados na última tentativa. Já Tiago Pereira, o outro português em prova, não passou dos 16,61, concluindo o concurso no quinto lugar entre dois saltos nulos.

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De referir que Pedro Pablo Pichardo, que se sagrou no início do ano campeão europeu de Pista Coberta naquele que foi o primeiro título por Portugal, conseguiu a qualificação para Zurique com 16 pontos, resultado de duas vitórias nas duas etapas da Liga Diamante em que participou este ano após os 17,50 feitos em Gateshead (Inglaterra) e os 17,63 em Eugene (EUA). Já Tiago Pereira surgiu nesta decisão como o atleta com mais pontos averbados, neste caso 18, fruto dos terceiros lugares em Oslo, Gateshead e Paris.

Limpou a areia, falou com o pai, rezou e encontrou a fé para voar: o salto de recorde nacional que coroou Pichardo campeão olímpico

O saltador luso-cubano tinha conseguido uma vitória na Liga Diamante, em 2018, quando conseguiu quebrar o domínio do norte-americano Christian Taylor (sete vitórias em oito edições desde 2012) com uma vitória em Doha e dois segundos lugares em Lausana e no Mónaco. Taylor foi uma das grandes ausências da prova, após a grave lesão contraída ainda antes dos Jogos Olímpicos, a par do compatriota Will Claye, quarto classificado em Tóquio que somou apenas cinco pontos com um quarto lugar em Eugene.

O desabafo de Pichardo: “Já não sou cubano, faço parte dos cinco portugueses campeões olímpicos. Só quero fazer a minha carreira em paz…”