Um homem que completou 21 dias de quarentena obrigatória na China foi identificado como a provável fonte de um surto que infetou mais de 60 pessoas, incluindo 15 alunos do ensino básico.

Os primeiros casos deste surto — que surgiu duas semanas depois da China ter contido o pior surto em mais de um ano — foram detetados em duas crianças — dois rapazes irmãos — durante uma testagem de rotina de Covid-19, na quinta-feira, numa escola primária em Xinayou, na cidade de Putian.

Especialistas apontaram ao governo como a provável origem do surto um dos pais, que tinha regressado recentemente de Singapura, apesar de o homem ter cumprido a quarentena obrigatória quando chegou à China, avançou a CNN.

O homem chegou a Xiamen, um centro costeiro de Fujan, no dia 4 de agosto, onde passou os 14 dias de quarentena obrigatória em hotéis. Depois, passou mais sete dias em quarentena centralizada, em Xianyou, antes de regressar a casa, onde esteve mais uma semana em vigilância sanitária, de acordo com o governo de Putian.

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O homem testou negativo para o vírus nove vezes durante os 21 dias de quarentena, antes de ter testado positivo na sexta-feira — ou seja, 37 dias após a sua entrada na China, de acordo com os media do país.

As autoridades chinesas não revelaram quando, onde ou como o homem contraiu o vírus, mas um período de incubação superior a 21 dias é altamente incomum.

As restrições das fronteiras da China e os requisitos de quarentena obrigatórios na chegada ao país estão entre os mais rígidos do mundo. Desde que a China conteve o surto inicial na cidade de Wuhan, o governo chinês culpou o exterior de todos os surtos locais — seja através de viajantes ou por mercadorias importadas.

Nas redes sociais já há quem se questione se o homem contraiu o vírus depois da sua chegada a Xianyou, estando o caso a causar dúvidas na política de quarentena na China.