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Madi Wilson, nadadora que conseguiu uma medalha de ouro na estafeta de 4×100 livres dos Jogos de Tóquio, está agora a atravessar uma fase menos feliz depois do sucesso. Um momento em que nem sequer está a competir, por ter contraído Covid-19 e estar com problemas de saúde apesar de ter sido inoculada com duas doses da vacina. No Instagram, a atleta australiana de 27 anos partilhou a sua história, em que conta como é que em apenas dois meses passou de ter ouro ao pescoço para uma cama de hospital em Nápoles. Isto porque ia competir em Itália quando acusou positivo em Itália durante uma prova da Liga Mundial de Natação (ISL). Como não será de estranhar, Wilson teve de desistir da prova, mostrando-se “desapontada e zangada” por não poder ajudar os colegas da equipa Los Angeles Current.

“Recentemente testei positivo à Covid-19 e ontem [sábado] fui levada para um hospital para cuidados e observação. Apesar de ter levado duas vacinas e ter tomado todas as precaução, acabei por apanhar o vírus”, diz Madi, que presume ainda que, “depois de meses loucos”, acredita que o “desgaste físico e mental” pode tê-la tornado mais “suscetível” a apanhar a doença. “Sinto-me muito azarada mas acredito que é uma grande chamada de atenção. A Covid é uma coisa séria e atinge a sério. Seria estúpida se não disse que tive medo. Sou sortuda pela minha família, amigos e por quem me apoio. Não acredito no amor que me mostraram e estarei para sempre em dívida para com essas pessoas”, acrescentou. Agradecendo à sua “família de LA”, Madi Wilson escreveu ainda que vai “tirar algum tempo para descansar”, tendo a “certeza” que vai “regressar rapidamente”.

A nadadora australiana conseguiu o ouro olímpico este ano, no Japão, nos 4×100 livres, medalha que já tinha vencido no Rio 2016. Depois, nas stories do Instagram, admitiu ter “problemas no peito e nos pulmões” e pensa que a vacina evitou problemas maiores. “Quero dizer presente e continuar a encorajar as pessoas a serem vacinadas. Eu acabei no hospital, como precaução apenas, mas a vacina protegeu aqueles que tem estado à minha volta nestes últimos tempos. Estou grata porque não queria que mais ninguém nesta situação. Acredito que [a vacina] reduziu o que me aconteceu e o que me poderia ter acontecido”.

A atleta é da elite australiana e compete pelo seu país desde 2012. Além das medalhas de ouro em Jogos Olímpicos consecutivos, foi ainda prata no Rio de Janeiro em 2016, nos 4×100 estilos e bronze nos 4×200 livres. Tem ainda três medalhas de ouro nos Mundiais de natação. Todos os atletas australianos da natação que foram a Tóquio, onde conseguiram um recorde de nove medalhas, regressaram todos a casa sem Covid-19 e ficaram duas semanas de quarentena num hotel como medida de precaução.