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Se as eleições legislativas fossem hoje, o PS teria mais hipóteses de ser o vencedor, obtendo entre 27,8% e 35,8% dos votos. O PSD podia mesmo ganhar aos socialistas, mas apenas com Rui Rio. Com o atual presidente social-democrata, o partido obteria entre 22,7% e 30,7%, enquanto com Paulo Rangel teria entre os 14,7% e os 22,7% dos votos.

De acordo com uma sondagem da Pitagórica divulgada esta quinta-feira pela TVI e pela CNN — que fez uma distinção entre os dois candidatos à liderança do PSD —, o Chega tornar-se-ia, em ambos os cenários, a terceira força política com um resultado entre os 1,90% e os 9,90%. Seguia-se o BE, que obteria entre os 0,50% e os 8,50% dos votos, a CDU, que teria entre 0,30% a 8,30%, e o Iniciativa Liberal, que recolheria até 8% dos votos.

Em termos concretos, e levando em conta a percentagem de indecisos e com Rui Rio no comando do PSD, o PS teria 31,8%, o PSD 26,7%, o Chega 5,9%, o BE 4,5%, a CDU 4,3%, o IL 3,5%, o PAN 1,6% e o CDS não ia além dos 0,6%.

Já com Paulo Rangel à frente dos sociais-democratas e tendo em conta os indecisos, o PS piorava ligeiramente o resultado com 31%, mas o PSD teria um resultado histórico, não indo além dos 18,7%. Os maiores beneficiados seriam o Chega, que conseguia 6,6%, o Iniciativa Liberal, que chegava aos 4%, e o CDS-PP, que obteria 1,9% das intenções de votos. Nos restantes partidos à esquerda do hemiciclo tudo se mantinha igual.

Isto significa que se Rui Rio for eleito líder do PSD, haveria um cenário de bipolarização política, enquanto com Paulo Rangel assistir-se-ia a uma maior dispersão dos votos. Além disso, o número de indecisos aumentava com o eurodeputado, situando-se nos 21,6%, menos cinco pontos percentuais do que com o atual presidente social-democrata.

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