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“Bem, a primeira pergunta era mais para disfarçar, para chegar à segunda, não?”. No início da conferência de imprensa, depois de não ter sido questionado sobre o caso na zona de entrevistas rápidas da SportTV, Sérgio Conceição foi convidado a abordar o Belenenses SAD-Benfica da véspera. Ao contrário de Rúben Amorim, por exemplo, o treinador preferiu para já fintar a questão. “Sei o que é que se passou, tive oportunidade de ver o jogo mas não tenho que comentar, não tem que ver com a minha equipa, não tem que ver com o jogo de hoje, se calhar numa outra ocasião poderei comentar e dar a minha opinião mas que é uma opinião geral sobre o que se passou”, resumiu, passando nesta fase ao lado da polémica.

Os Díaz de Luis são sempre bons mas melhoram com Vitinha (a crónica do FC Porto-V. Guimarães)

Foi por exemplo devido a esse encontro no Jamor, que apesar de ter contado com menos de 50 minutos possibilitou que o Benfica vencesse por 7-0, que o FC Porto perdeu o estatuto de melhor ataque da prova que tinha há várias jornadas e que o próprio Luis Díaz viu Darwin Núñez aproximar-se na luta pelo prémio de melhor marcador da competição. Contudo, nem mesmo isso desviou o foco do técnico depois da sétima vitória consecutiva no Campeonato frente ao V. Guimarães. Nem isso nem o facto de levar já um total de 40 encontros seguidos sem derrotas, numa série de começou no final de outubro com o P. Ferreira.

Volto a dizer o que já disse antes: aqui não festejamos vitórias, festejamos títulos. E esta vitória tem essa importância de ser mais uma para chegarmos ao nosso objetivo no final do Campeonato, que é ganhar o título”, salientou Sérgio Conceição à SportTV.

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Apesar de ter sofrido golos pela quinta vez nos últimos seis jogos oficiais realizados, desta vez num penálti de Marcus Edwards, os dragões estabeleceram a melhor série de vitórias consecutivas em casa dos últimos 12 meses (cinco) e mantiveram a liderança da Primeira Liga na antecâmara do dérbi lisboeta entre Benfica e Sporting e na Luz, contando com o segundo golo decisivo para o triunfo de Evanilson e com mais um momento de magia de Luis Díaz, que leva 12 golos em 19 partidas realizadas em 2021/22 (mais do que na época anterior) e que tem uma média de um golo por jogo olhando para as últimas sete jornadas.

“Antevia algumas dificuldades naturais, diante de uma equipa capaz, de jogadores capazes. São capazes de desequilibrar. Estávamos preparados. Entrámos bem, criámos algumas situações que podíamos ter concluído. Continuamos sem ser eficazes. Depois, num penálti, sofremos golo. Nunca ficámos nervosos. Continuámos confiantes com o empate, que surgiu. Surgiu também o 2-1, mas que foi anulado por centímetros… Merecíamos estar em vantagem ao intervalo. Continuámos confiantes. Aquilo que o Vitória fez no jogo veio dar ainda mais valor ao nosso resultado. Procuraram jogar, foram desinibidos. Não ficou mais fácil contra 10, até porque há o perigo de facilitar. Continuámos a criar ocasiões para matar o jogo. Não foi um dos melhores jogos, mas foi um bom jogo”, analisou na flash interview da SportTV.

“A reação ao golo sofrido foi rápida mas sem a equipa estar intranquila, mantendo a confiança. Até ao golo do Vitória, criámos quatro ocasiões. Estávamos confiantes se continuássemos com essa dinâmica. Houve uma ou outra situação em que não estivemos tão bem na reação à perda. Quando perdíamos a bola, sujeitávamo-nos aos ataques rápidos. Foi um bom jogo da nossa parte. Parabéns aos jogadores. É uma caminhada longa”, prosseguiu, antes de falar também de mais um jogo sem marcar de Mehdi Taremi.

“É normal ter essa ansiedade, teve no último jogo uma outra ocasião para rematar. Agora está a rematar quando deve passar. Quando deve ser egoísta é altruísta, quando deve ser altruísta é egoísta. Faz parte deste momento. O bom do nosso processo ofensivo é a quantidade de vezes que chegámos ao último terço, por dentro e por fora”, referiu sobre o iraniano, antes de deixar também um abraço a Vítor Santos e à sua família, à semelhança do que já tinha acontecido antes com Luis Díaz e Uribe.