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O Estado vai encaixar este ano mais de 400 milhões de euros com as licenças 5G. Isto porque três dos seis vencedores do leilão optaram por pagar a totalidade das frequências à cabeça, tendo os outros três feito o pagamento de metade do valor, diferindo o remanescente, como previsto no regulamento do leilão.

De acordo com informação de João Cadete de Matos, presidente da Anacom, num encontro com a imprensa, Nos, Vodafone e Dense Air pagaram à cabeça a totalidade das duas licenças, de respetivamente 165 milhões, 133 milhões e 5,7 milhões.

Já a Meo, a Nowo e a Digi optaram pelo pagamento de 50% agora, podendo diferir o restante por sete ano, ainda que prestando caução sobre esse valor remanescente.

Assim, entram já mais de 400 milhões de euros, de um total de 566,8 milhões de euros que foi o encaixe global.

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João Cadete de Matos voltou a dizer que o leilão se arrastou porque essa foi a estratégia das operadoras em leilão.

A Meo, que era a única que faltava proceder ao pagamento, já avançou com esse procedimento, mas ainda não recebeu a licença. É a única, das seis, que ainda não tem licenciamento.

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A Nos foi a primeira a pagar e, como tal, a primeira a ter licença. Mas de resto já as concorrente — exceto a Meo — têm licença. A Nowo, segundo revelou Cadete de Matos, já informou a Anacom ter endereçado um pedido às operadoras com redes (Meo, Nos e Vodafone) para ter acesso a roaming nacional, ou seja, utilizar as redes dessas empresas, que têm agora 45 dias para se pronunciar. Não havendo acordo cabe à Anacom intermediar o processo.

Para Cadete de Matos, este leilão que permitirá a entrada de novos operadores pode vir a aumentar a concorrência no mercado e, subsequentemente, fazer descer os preços das ofertas.

O mesmo responsável revelou que na sexta-feira será discutido em conselho de administração da Anacom, devendo ser aprovado, o procedimento de consulta pública para o mercado se pronunciar sobre a atribuição de frequências nas faixas dos 26 GHz, que, também, deverão destinar-se ao 5G.