O tenista Manuel Santana, conhecido como Manolo Santana, morreu este sábado, estão a noticiar vários órgãos de comunicação social como o El País. O desportista, que foi uma das principais caras do ténis espanhol, tendo ganhado torneios como o Roland Garros, Wimbledon e o US Open, tinha 83 anos.

Wimbledon Lawn Tennis Championships Getty Images

Manolo Santana na década de 1960 no torneio de Wimbledon

Manolo morreu em casa, em Marbelha (Espanha). Atualmente, era presidente de honra do Mutua Madrid Open, um torneio que dirigiu entre 2002 e 2018. Na década de 1960 e de 1970, quando conseguiu a maioria das principais vitórias, ajudou a popularizar o ténis no país.

Além disso, liderou o ‘ranking’ mundial da modalidade, ajudou a romper o domínio dos tenistas norte-americanos e australianos na década de 1960 e ainda venceu um torneio olímpico, ainda que de demonstração, no México1968.

Nascido em Madrid em 10 de maio de 1938, ajudou a popularizar o ténis em Espanha e criou escola, sobretudo na sua terra batida, mesmo que tenha ganho na relva de Wimbledon, numa carreira com 72 títulos. O tenista começou a carreira como apanha bolas no Club Velázquez para ajudar a família. Com apenas 23 anos ganhou o primeiro torneio, tendo rapidamente alcançado vitórias noutras competições.

Deu lugar a vários nomes maiores da modalidade em Espanha, até que foi suplantado por um nativo de Maiorca, onde se radicou já depois de se retirar, no caso por Rafael Nadal, ele próprio um dos grandes desportistas da história do globo, e seu sucessor como principal nome no país.

“Mil obrigados pelo que fizeste pelo nosso país e por marcares o caminho de tantos. Sempre foste uma referência, um amigo e uma pessoa próxima de todos”, escreveu Nadal, vencedor de 20 torneios Grand Slam.

Santana “deixará saudades”, foi “único e especial” e “nunca será esquecido”, garantiu ainda o tenista maiorquino.

As reações à morte do espanhol têm surgido não só do próprio país como de todo o mundo do ténis e do desporto, como a organização de Roland Garros, o Real Madrid, o antigo basquetebolista Pau Gasol, o Comité Olímpico de Espanha ou mesmo a Casa Real de Espanha, entre muitos outros.

“Há pessoas que se convertem em lenda, e que fazem grande um país. Manolo Santana foi e será sempre uma delas”, pode ler-se na conta de Twitter da família real espanhola.

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, lembrou a “lenda do ténis”, de que Garbiñe Muguruza, vencedora de dois Grand Slam e outro dos vultos da modalidade em Espanha, terá “saudades”.

“Obrigado pela tua bondade, proximidade e por mostrar-nos o caminho. Sempre foste o nosso referente, para todos no ténis espanhol. Um pioneiro”, escreveu, na rede social Twitter.