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A Maserati sempre esteve intimamente ligada à competição automóvel, de uma forma ou outra. Tudo começou no Targa Fiorio de 1926, uma prova mítica para os fãs italianos, mas igualmente venerada pelos adeptos das corridas de automóveis de todo o mundo. O ponto alto da marca do tridente foi o Campeonato do Mundo de Fórmula 1, que venceu em 1957 com o lendário Juan Manuel Fangio ao volante. Mas, desde então, a marca tem vindo a reduzir a sua exposição e os investimentos na competição, o que não a impediu de disputar as provas do campeonato FIA GT de 2004 a 2010, com o MC12 a garantir um sem número de sucessos.

Integrada agora na Stellantis, um futuro mais risonho aguarda a Maserati, devido ao previsível volume de investimento mais generoso em novos modelos. E como nem só de veículos belos e possantes vive um fabricante de luxo, os italianos regressarão à competição automóvel e ao mais alto nível, com a disputa de um campeonato do mundo.

Face à necessidade de produzir veículos de série electrificados e 100% eléctricos, faz sentido que o fabricante transalpino aposte na Fórmula E para este seu regresso. Entre outros argumentos, como a exposição mediática, a participação neste campeonato a partir da próxima época de 2022/2023 vai permitir à Maserati recolher ensinamentos importantes sobre a gestão eléctrica, optimização de baterias e motores – tudo soluções que poderão ajudar a conceber carros de série mais eficientes e competitivos.

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O CEO da Maserati, Davide Grasso, avançou que “a pressão provocada por uma competição com o estatuto de um campeonato do mundo vai fazer elevar o nível de performance, inovação e prestígio do Maserati Folgore” – a denominação da futura gama de veículos eléctricos da casa italiana. “Estamos muito orgulhosos de regressar ao mundo da competição”, disse Grasso, para depois sublinhar que a marca que dirige é “alimentada pela paixão e inovadora por natureza, possuindo uma longa história na competição a nível mundial”.

A entrada da Maserati na 9ª época do ABB FIA Fórmula E World Championship vai realizar-se precisamente na época em que se estreiam os novos fórmulas da 3ª geração da Fórmula E, que prometem ser mais leves, mais rápidos e mais potentes do que as duas gerações anteriores.