A jornalista russa Oxana Baulina, do portal de informação independente The Insider, morreu na sequência de um bombardeamento num centro comercial em Kiev, avançou o próprio meio de comunicação esta quarta-feira. Oxana Baulina estava a documentar a destruição causada por um outro bombardeamento das forças russas naquele edifício localizado no distrito de Podolsk, na capital ucraniana, quando ocorreu um novo ataque.

Além da morte da jornalista, o ataque provocou mais uma vítima mortal e dois feridos — duas pessoas que acompanhavam Oxana Baulina. O The Insider é um dos meios de comunicação russos considerados como “agentes do estrangeiro” por receber financiamento do exterior.

Oxana Baulina era correspondente do The Insider na Ucrânia e fez vários trabalhos em Lviv e em Kiev. Antes de cobrir temas relacionados com política, corrupção e ativismo, Oxana esteve durante dez anos na Time Out Moscovo e na In Style. Mais tarde, trabalhou no Fundo Anticorrupção, uma organização sem fins lucrativos criada pelo principal opositor de Vladimir Putin, Alexei Navalny, que está preso há mais de um ano.

Quando esta organização foi declarada extremista, Oxana deixou a Rússia para continuar a trabalhar para o The Insider sobre casos de corrupção. “É assim que vou me lembrar da Oksana. Sempre na frente de qualquer piquete, imensamente engenhosa, incrivelmente corajosa, mas nunca imprudente ou irresponsável, sempre a direcionar a sua energia sobre-humana para as causas mais justas”, escreveu no Twitter o jornalista Alexey Kovalyov.

No comunicado publicado esta quarta-feira, o The Insider garante que vai continuar a cobrir a guerra na Ucrânia: “Vamos continuar a cobrir a guerra na Ucrânia, incluindo crimes de guerra praticados pela Rússia como o bombardeamento indiscriminado de áreas residenciais que resultam na morte de civis e jornalistas”.

Desde o início da guerra na Ucrânia já morreram sete jornalistas: Oxana Baulina, Dilerbek Shukurovich Shakirov, Yevgueni Sakun, Viktor Dudar, Brent Renaud, Pierre Zakrzewski e Oleksandra Kurshynova.