Os sindicatos que representam os trabalhadores da TAP condenam esta quarta-feira a compra de carros de luxo para as chefias feita pela companhia aérea. Confessam estar “surpreendidos” e “revoltados”, afirmam que não foram informados pela empresa e admitem avançar com protestos nas próximas semanas. Em causa está a notícia avançada pela TVI/CNN Portugal, segundo a qual a TAP encomendou uma nova frota de automóveis BMW para a administração e gestores.

Em declarações ao Observador, o presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) admite que ficou “incrédulo” ao saber da notícia através da comunicação social. Tiago Faria Lopes afirma que a compra de uma nova frota “é imoral” e “irresponsável”.

É uma questão de justiça social. À mulher de César não lhe basta parecer séria: tem que ser séria. A administração tem de ser um exemplo e não o tem sido. Eu tinha esperança que isto fosse uma fase de adaptação da presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, mas já percebi que não: é um ato contínuo de desgoverno completo e não há ninguém da tutela que exija responsabilidades”, lamenta.

Tiago Faria Lopes acrescenta mesmo: “Não me venham dizer que este ato de gestão está no plano de reestruturação da TAP, plano esse que ninguém conhece”.

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