Cristiano Ronaldo ficou no banco e esta opção de Fernando Santos está a gerar muita polémica – é, aliás, mais uma para juntar à lista do capitão da Seleção nos últimos tempos. A imprensa internacional não esqueceu o tema e deu conta de uma grande exibição portuguesa sem Ronaldo.

A odisseia de Cristiano Ronaldo frente à Suíça: o começo no banco, a comemoração dos golos, o tento anulado e a saída sozinho de campo

A Marca fala num ano mau para o capitão da Seleção nacional e diz que “os seus colegas não sentiram falta dele”, até porque a equipa treinada por Fernando Santos estava a vencer por 5-1 quando Ronaldo entrou em campo. “Não está a ser um 2022 normal para Cristiano”, escreve o jornal espanhol, num artigo que tem como título “há vida sem Cristiano, mas os fãs ainda o adoram”. “Até hoje, Portugal fez mais barulho pelas polémicas do que pelo futebol”, acrescenta.

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O El País segue na mesma linha: “Portugal liberta-se sem Cristiano”. “Santos não teve outra opção a não ser restituir a sua autoridade”, escreve o jornal. “Portugal deixou de ser a equipa do jogador de 37 anos para se transformar na equipa de Bernardo Silva, Bruno Fernandes e João Felix, três jogadores que se definem pelo seu sentido de união, pela sua generosidade e pela sua visão global de jogo, tudo aquilo que nunca caracterizou Cristiano Ronaldo.”

Em Itália, o Gazzetta sublinha que não existe piedade no futebol, “nem mesmo para aqueles que ganharam a bola de ouro cinco vezes”. E diz que a noite desta terça-feira vai ficar na memória de Ronaldo e de Gonçalo Ramos, “por razões opostas”.

Portugal goleia Suíça com hat-trick de Gonçalo Ramos e vai defrontar Marrocos nos quartos de final do Mundial

Os comentários pouco positivos para Ronaldo continuam e também o Guardian  tocou no assunto. E as comparações entre Gonçalo Ramos e Cristiano Ronaldo são inevitáveis. “Em 17 minutos, ele já tinha marcado mais golos no Mundial do que Ronaldo”. “Como o United descobriu esta época, as equipas funcionam melhor sem um buraco negro, que arrasta tudo o resto para o seu esmagador campo gravitacional”, lê-se. “Agora, Portugal parece muito melhor sem ele.”

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No dia seguinte ao jogo, também ninguém poupou Ronaldo nas capas de jornais. A ideia é clara: Portugal goleou e assinou uma exibição de luxo construída com a maior estrela do futebol nacional no banco.

De Espanha (onde as capas também não poupam o “fracasso Mundial” pela eliminação frente a Marrocos) a Itália e passando por França e Inglaterra, o destaque vai exatamente para a goleada para a qual Ronaldo não contribuiu com nenhum golo (ainda tentou, mas viu um anulado) e onde Gonçalo Ramos brilhou e fez história.

O Corriere dello Sport notaou um Cristiano Ronaldo “arquivado” numa goleada com seis golos, no Mundo Desportivo escreveu-se que “Gonçalo Ramos eclipsa Cristiano Ronaldo”, enquanto o L’Équipe lembrou uma vitória forte e um hat-trick do jovem português que entrou para o “lugar de Ronaldo”.