O selecionador nacional, Fernando Santos, foi fortemente criticado por um jornalista e amigo próximo de Cristiano Ronaldo durante um dos programas desportivos mais conhecidos de Espanha, El Chiringuito. Edu Aguirre fala em facada nas costas do treinador ao capitão da seleção e diz mesmo que o técnico deve ao antigo jogador do Real Madrid e Manchester United o facto de ainda se manter no cargo.
“A mim, parece-me a maior traição da história de Portugal. É uma facada de Fernando Santos a Cristiano Ronaldo”, começou por dizer o comentador espanhol, que garantiu logo de seguida: “Foi um ataque do treinador que nem o próprio Cristiano entendeu.”
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???????? "Si no fuera por Cristiano, Fernando Santos no estaría en la selección desde hace años"
???? @EduAguirre7 no se calla nada en #ChiringuitoMundial. pic.twitter.com/byOn9RqLe1
— El Chiringuito TV (@elchiringuitotv) December 12, 2022
Mas as afirmações polémicas não ficaram por aqui. Além de considerar que Ronaldo “deu a cara pelo treinador mais do que uma vez”, o jornalista disse mesmo que o técnico só se mantém no cargo devido a CR7. “Se não fosse por ele, Fernando Santos não era selecionador há vários anos”, garantiu, sem concretizar. No entanto, para Aguirre uma coisa é certa: o jogador jamais poderia ter sido suplente durante o torneio do Qatar. “Quando sabes o que sofreu Cristiano dentro e fora do campo, sabes que é o seu último Mundial, sabes o que deu e continua a dar a Portugal, sendo o melhor jogador da história do país… não o podes deixar no banco.”
Edu Aguirre considera que Fernando Santos foi “obrigado a mudar a equipa” frente a Marrocos, ou seja, colocar o antigo jogador do Manchester United em campo logo no início da segunda parte, porque sem Ronaldo, nos primeiros 45 minutos, “Portugal não criou nenhuma ocasião de golo”. Além disso, continuou, “Cristiano Ronaldo sabe jogar sob pressão devido aos Mundiais, às Champions. Há miúdos que não podem assumir essa pressão”.
O jornalista defendeu ainda que “Fernando Santos equivocou-se e sabe que se equivocou” e voltou a apelidar a opção do técnico com “uma traição”. E, quando confrontado com a opinião de outros colegas de programa sobre a decisão ter como base o rendimento desportivo de CR7, foi taxativo: “Digam-me que grande jogador tem Portugal para sentar Ronaldo no banco? Não há, não existe”.