Há várias semanas que a Ucrânia tem alertado que a Rússia está a preparar uma nova mobilização de recrutas para enviar para a frente de guerra. Esta sexta-feira, divulgaram o número supostamente previsto: segundo o vice-chefe dos serviços secretos ucranianos, Moscovo quer reforçar as suas tropas com 500.000 homens.

Citado pelo The Guardian, Vadym Skibitsky acrescentou ainda que Kiev acredita que os novos recrutas deverão ser parte de novas ofensivas russas durante a primavera e verão que deverão decorrer no sul e leste do país.

Já no discurso diário do passado dia 3, terça feira, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, avançou com a mesma notícia, repetindo um aviso deixado por vários outros altos oficiais ucranianos nas últimas semanas. “Não temos dúvidas que os atuais líderes da Rússia vão lançar tudo o que ainda lhes resta e todos os que puderem reunir para tentar virar a maré da guerra e, pelo menos, adiar a derrota”, afirmou então.

O Chefe de Estado assegurou que o objetivo das forças ucranianas é evitar essa possibilidade e garantir que uma nova ofensiva russa não tem sucesso. “Os terroristas têm de perder. Qualquer tentativa de uma nova ofensiva tem de falhar. Esta será a derrota final do estado terrorista”, sublinhou.

A Rússia, diz Zelensky, mobiliza aqueles que quer “atirar para a morte”. A Ucrânia, por oposição, “mobiliza o mundo civilizado”.