Os hospitais de Santa Maria e São José, em Lisboa são os que vão assegurar, a partir de segunda-feira, a urgência metropolitana nas especialidades de Gastrenterologia e Urologia, alternando a cada semana no período noturno gastroenterologia e urologia.

Segundo anunciou esta sexta-feira a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), à noite (20h00/08h00) a urgência metropolitana destas duas especialidades funciona diariamente, em presença física, tanto em Santa Maria como em São José, mas à noite (20h00/08h00) será em regime rotativo, com a gastrenterologia em regime de prevenção e a urologia em presença física.

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Na urologia, o polo que não estiver ativo no horário noturno mantém-se contudo de prevenção, em apoio aos doentes internados e aos que se encontrem na urgência externa do respectivo hospital, até às 20h00, sob responsabilidade desta especialidade.

Nas restantes instituições da AML, deverá ser aplicada a solução discutida com a comissão executiva criada pelo Ministério da Saúde para rever a organização das urgências em Lisboa e Porto e pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), “sendo que será alvo de monitorização contínua pela DE-SNS, com o objetivo da maioria dos doentes poder ser observado e tratado em proximidade”.

Jorge Roque da Cunha: “Não é boa ideia”

Em entrevista ao Observador, Jorge Roque da Cunha, Sindicato Independente dos Médicos, afirma que não existem condições de trabalho para os médicos e o encerramento “não é uma boa ideia”, mesmo que seja parcial, levando a um aumento do fluxo ainda maior, para além do que já existe, na região de Lisboa e no Sul, especialmente.

Em relação à criação do polo único, Jorge Roque da Cunha acha que não é possível garantir a segurança absoluta dos utentes e dos tratamentos. “Não nos parece uma boa solução. A solução é criar condições para que quando exista um problema de urgência que exista uma resposta efetiva.”

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(Atualizado às 11h28 com a entrevista do Sindicato Independente dos Médicos)