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Esta quarta-feira, o centro das atenções da guerra não está na Ucrânia, mas sim em Londres, onde decorre a Conferência de Recuperação da Ucrânia. Do lado ucraniano, a expectativa é que o evento sirva para tomar medidas concretas que visem a recuperação do país o quanto antes.
Tal foi vincado por Volodymyr Zelensky que, à distância, se fez ouvir na conferência. O Presidente ucraniano congratulou o seu país por “tornar a União Europeia mais unida que nunca”, mas deixou claro que é necessário passar de acordos a projetos reais para a reconstrução do país.
Ukraine has succeeded in making the EU as united as it has never been before.
This is truly a unity of values, which is reflected in many political, economic, sanction and humanitarian decisions. ???????? has activated all that power of solidarity for which the ???????? was conceived.And… pic.twitter.com/5hk6bEtL8x
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 21, 2023
Para já, o mote de Zelensky tem resultado no anúncio de novos apoios. A Comissão Europeia, representada pela sua presidente, Ursula von der Leyen, propôs financiar quase metade das necessidades da Ucrânia até 2027 com 50 mil milhões de euros. Do Reino Unido e dos EUA chegou o anúncio de novos pacotes de apoio à estabilidade económica, num valor equivalente a quase 4 mil milhões de euros. Já o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, não tem dúvidas: quem deve suportar o custo da reconstrução da Ucrânia é a Rússia.
Líder do grupo Wagner contradiz Putin sobre contraofensiva. “Até a Crimeia” está em risco
Eis um resumo dos outros acontecimentos que marcam mais um dia na invasão da Ucrânia:
O que aconteceu durante a noite?
- Jack Teixeira, o lusodescendente que divulgou informações confidenciais do Pentágono, declarou-se inocente das acusações de que era alvo pela Justiça norte-americana;
- Volodymyr Zelensky, atualizou o estado da contraofensiva ucraniana. Admitindo que existem “combates intensos”, o Chefe de Estado indicou que o país está a “destruir o inimigo” no sul e em Donetsk;
- O líder do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, acusou as chefias militares da Rússia de esconderem as dificuldades que as suas forças estão a enfrentar devido à contraofensiva ucraniana, que tem alcançado conquistas modestas nesta fase;
- Um oficial ucraniano instou os cidadãos russos no território ocupado da Crimeia a abandonar a península o quanto antes, sob pena de serem “apanhados” pela contraofensiva ucraniana.
O que aconteceu durante a tarde?
- A União Europeia anunciou mais um pacote de sanções — o 11.º — contra a Rússia devido à invasão;
- O progresso territorial das forças ucranianas, na sequência da contraofensiva iniciada há cerca de duas semanas, está a ser “menor do que o desejado”, admitiu em entrevista à BBC o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky;
- Também a vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Maliar, pediu paciência para a operação, e assegurou que o “maior golpe” da contraofensiva ainda está por vir;
- A Ucrânia espera ser convidada a entrar na NATO, com uma “data por definir” para a adesão, na cimeira da aliança atlântica em Vilnius, no próximo mês de julho, indicou hoje o chefe de gabinete do Presidente ucraniano;
- De acordo com a Rússia, 41 pessoas já morreram e 121 precisaram de tratamento hospitalar desde o rebentamento da barragem de Kakhovka, no início de junho;
- O número de ataques aéreos realizados pelas forças russas em território ucraniano está a aumentar, de acordo um uma análise do Kyiv Post. Esta terça-feira foram 83 as incursões aéreas russas — um número muito superior ao da média diária nos últimos meses;
- O Presidente russo voltou hoje a desvalorizar os efeitos da contraofensiva ucraniana na “operação militar especial” russa. De acordo com a Reuters, Vladimir Putin terá dito que a operação ucraniana está mesmo a “acalmar”;
- Vladimir Putin, anunciou esta quarta-feira que a utilização em combate da nova geração de mísseis balísticos intercontinentais Sarmat está para breve.
O que aconteceu durante a manhã?
- O exército ucraniano estará a recuperar terreno aos russos em Melitopol and Berdiansk, na região de Zaporíjia, disse um porta-voz das Forças Armadas ucranianas;
- A Rússia disse ter intercetado três drones que se dirigiam para Moscovo. Dois dos aparelhos foram travados a 60 km da capital russa, na localidade de Kalininets;
- O porta-voz do Kremlin considerou não haver motivos para prolongar o acordo sobre os cereais do Mar Negro, que expira em julho, defendendo que não está a ser aplicado corretamente;
- A Rússia continua a “desenvolver esforços significativos para construir linhas defensivas” nos acessos à Crimeia por acreditar que as forças ucranianas são capazes de atacar a península anexada, afirma o Ministério da Defesa do Reino Unido;
- O Presidente brasileiro, foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano. A luta contra a fome e a procura pela paz na Ucrânia foram alguns dos temas discutidos;
- A ministra da Integração Europeia da Sérvia assegurou em entrevista à Lusa que o seu país nunca será utilizado para contornar as sanções impostas à Rússia, mas apoia com firmeza os apelos internacionais para a resolução do conflito na Ucrânia.