Bruno Lage voltou ao Benfica em setembro. Quatro meses depois, já conquistou um troféu. No dia em que cumpriu o jogo 100 como treinador dos encarnados, ganhou a Taça da Liga pela primeira vez e chegou ao terceiro título pelo clube depois do Campeonato e da Supertaça que carimbou na passagem inicial pelo comando técnico.

Trubin foi o juízo de um treinador que nunca quis confiar na sorte (a crónica da final da Taça da Liga)

O Benfica venceu o Sporting nas grandes penalidades, com Trubin a defender o remate de Trincão, e conquistou a oitava Taça da Liga, distanciando-se ainda mais como recordista de vitórias na competição. Os encarnados mantêm-se totalmente vitoriosos nas decisões por penáltis contra os leões, depois dos oitavos de final da Taça de Portugal em 2004/05 e da final da Taça de Liga de 2008/09, e chegaram ao terceiro troféu desde que Rui Costa é presidente do clube.

Quase uma hora depois do apito final em Leiria, já após a entrega das medalhas e o momento em Otamendi levantou o troféu da Taça da Liga no relvado, Bruno Lage surgiu na zona de entrevistas rápidas e lembrou que foi para dias como este que aceitou voltar ao Benfica. “Missão cumprida, sim, foi com esse objetivo que eu regressei. Prometi a mim mesmo que tinha de reescrever o final da história e a história no Benfica escreve-se com títulos. É juntar mais um. É realmente um momento muito bom. Sobre o jogo, é olhar e ver que foi um grande dérbi. A primeira parte das duas equipas é muito boa, com muitas oportunidades. Na segunda parte acusou-se algum desgaste. No final, fomos justos vencedores”, começou por dizer.

Mais à frente, o treinador garantiu que não deu “um murro na mesa” na conferência de imprensa de antevisão. “O que queremos enquanto treinador é termos consistência e isso vem com os jogos, com os treinos, irmos conhecendo os jogadores que temos à nossa disposição. Estamos aqui há quatro meses, muitas vezes não temos os jogadores todos à nossa disposição porque estão nas seleções. Temos de preparar já o jogo da Taça de Portugal. Queremos ter essa consistência e os jogadores têm de perceber isso, têm de estar sempre disponíveis para jogar para darmos respostas”, acrescentou, comentando depois o momento em que juntou toda a equipa numa roda depois do apito final.

“Foi de agradecimento. Tinha prometido a mim mesmo e aos meus filhos que o pai ia voltar aos jogos da Liga dos Campeões, voltar a lutar por títulos. Tive essa oportunidade devido ao Benfica e estou-lhes grato para a vida. Já tive uma oportunidade de fazer um Facetime com os miúdos. Fico muito feliz por olhar para eles e sentirem orgulho no pai por vencer títulos”, atirou, terminando com uma análise à exibição de Schjelderup, que voltou a ser titular e marcou um golo.

“Fez um grande jogo. É tanta coisa para fazer nesta equipa que não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. Quero que os meus jogadores estejam sempre preparados. Depois, tentarei… Não é ser justo, é decidir o melhor para a equipa”, concluiu.