O grupo francês Cegid, especializado em soluções de gestão empresarial na cloud para as áreas de finanças, recursos humanos, contabilidade, retalho ou empreendedorismo, anunciou a compra da tecnológica portuguesa PHC Business Software. Sediada em Lisboa, a empresa era liderada por Ricardo Parreira, que deixou o cargo para “se focar noutros projetos”. João Sampaio, anteriormente diretor da unidade de Negócios Internacionais, foi nomeado novo diretor geral.

Em comunicado, divulgado esta terça-feira, João Sampaio assume que é “com enorme satisfação” que passa a liderar a PHC Business Software. “A minha equipa e eu estamos entusiasmados por nos juntarmos à Cegid, cuja tecnologia e visão de mercado fortalecem a nossa agenda de crescimento e tornam o portfólio da PHC ainda mais robusto”, acrescenta.

Tanto João Sampaio como a sua equipa, composta por 262 trabalhadores, serão “integrados na Cegid de imediato”, passando a reportar a Javier Torres Ramirez, diretor geral do grupo para a Ibérica, América Latina e África lusófona.

No comunicado, que não adianta os valores do negócio, Pascal Houillon, CEO da Cegid, diz que a aquisição vai permitir “fortalecer os ativos principais da PHC e dar suporte ao seu crescimento impressionante com tecnologias de valor acrescentado como a IA [inteligência artificial] Generativa”. “O nosso Centro de Excelência em Inteligência Artificial, localizado em Braga, será, naturalmente, mobilizado para o efeito. Esta aquisição fortalece o posicionamento da Cegid como líder, não só na região ibérica como também na Europa, no segmento das PME [pequenas e médias empresas]”, salienta.

Sediada em Lisboa, a PHC Business Software é descrita como um “player de referência no mercado português para as PME desde 1989″, sendo “altamente valorizada pelos seus mais de 170 mil utilizadores na região ibérica e em África” e “dando suporte a mais de 37 mil empresas, que beneficiam de soluções de alta qualidade”.

Atualmente, a PHC Business Software conta com 262 trabalhadores nos seus escritórios de Lisboa, Porto, Madrid, Maputo e Luanda, tendo reportado “uma faturação de 17,6 milhões de euros em 2023”.