Os projetos de investimento em hidrogénio verde e de gases renováveis apoiados pelo PRR estão a sentir grande dificuldade na execução. Essas dificuldades resultam da insuficiência de capacidade de resposta do mercado de fornecer eletrolisadores, um equipamento essencial à produção deste gás.

“Há uma corrida à compra de eletrolisadores” no mercado europeu e mundial, assinalou a ministra do Ambiente e Energia no Parlamento esta quarta-feira.

Maria da Graça Carvalho indica que foi proposta por Portugal uma reprogramação do PRR no sentido de dedicar 100 milhões de euros ao combate à pobreza energética, o que resultou na redução de metas e valores de alguns programas depois de ouvidos os promotores.

Em causa estão investimentos em gases renováveis e hidrogénio verde no valor de 255 milhões de euros.

Há projetos no valor de 1.700 milhões de euros nas áreas do ambiente e transição climática cuja gestão estava nas mãos do Fundo Ambiental e que passa agora para a Agência para o Clima. A taxa de execução destes investimentos anda na casa dos 17%, mas no caso dos casos renováveis e hidrogénio existe uma grande incerteza no que toca à capacidade de execução dentro do calendário do PRR.

Agência para o Clima terá 150 funcionários e a direção está escolhida. Ambiente será a única tutela