O nascimento de um tubarão bebé no Shreveport Aquarium, no Louisiana, EUA, causou mistério pelas circunstâncias em que aconteceu. Yoko, um tubarão-balão-do-Pacífico, nasceu de um ovo num tanque onde apenas vivem tubarões fêmea, ou seja, não terá havido nenhum macho envolvido. Segundo o aquário, há duas formas de justificar este fenónemo.
Em comunicado, o Shreveport Aquarium dá conta do caso explicando que o ovo foi identificado pela primeira vez cerca de oito meses antes de eclodir e que desde a sua descoberta foi monitorizado de perto até ao nascimento do tubarão no dia 3 de janeiro. A equipa determinou ainda que as duas tubarões fêmeas presentes no aquário não estiveram em contacto com um macho nos últimos três anos.
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Sugerem por isso duas formas para que o ovo tenha produzido um bebé: um fenómeno chamado partenogénese, uma forma rara de reprodução assexuada em que o embrião se desenvolve a partir de um ovo sem fertilização, ou uma fertilização tardia, que ocorre muito depois do acasalamento.
No entanto, a equipa apenas poderá ter a confirmação definitiva sobre se a cria é um produto de partenogénese ou de fertilização tardia daqui a uns meses, quanto tiver um tamanho adequado para uma colheita de sangue.
“Esta situação é incrível e mostra a resiliência desta espécie”, disse Greg Barrick, o Curador de Animais Vivos do Shreveport Aquarium. “Estamos muito entusiasmados com a possibilidade de, nos próximos meses, confirmarmos se este foi, de facto, um caso de partenogénese ou se se tratou de uma fertilização tardia. Isso realmente prova que a vida encontra encontra uma forma”.
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À CNN, Kevin Feldheim, diretor do Laboratório Pritzker de Sistemática Molecular e Evolução, explicou que já se testemunhou partenogénese em várias espécies de tubarões e que normalmente acontece quando as fêmeas estão isoladas dos machos. “A forma como a partenogénese se inicia ou o que leva as fêmeas a iniciarem o processo ainda está por descobrir”, salientou Feldheim, acrescentando que “em geral, pensamos que se trata de um último esforço da fêmea para transmitir os seus genes”.
“Isto mostra como os tubarões são adaptáveis em termos de reprodução”, afirmou.