Começou a temporada com um clássico a contar para a final da Supertaça entre Sporting e FC Porto, seguiu com outro clássico entre Benfica e FC Porto da 11.ª jornada do Campeonato, arbitrou mais recentemente o dérbi da decisão da Taça da Liga entre Sporting e Benfica, voltava agora a um jogo grande para a Primeira Liga entre FC Porto e Sporting. João Pinheiro, árbitro internacional de 37 anos da Associação de Futebol de Braga, foi o escolhido para dirigir o quarto clássico de 2024/15 entre dragões e leões numa temporada em que já levava 26 encontros oficiais em todas as provas nacionais e europeias, tendo pela frente o nono encontro oficial da carreira entre azuis e brancos e verde e brancos entre um total de 16 jogos grandes.
[Ouça aqui a análise do ex-árbitro Pedro Henriques no Sem Falta da Rádio Observador]
Nada apontava para que fosse um jogo com polémica à mistura. Mais: na primeira parte, que teve apenas um cartão amarelo a Rodrigo Mora, o único lance que motivou protestos foi o choque entre Eustáquio e João Simões joelho com joelho, que acabaria por levar o médio a ser substituído depois por Zeno Debast.
A segunda parte começou com ânimos mais exaltados, com Tiago Djaló e Conrad Harder a envolverem-se num lance sem bola que acabou com o dinamarquês no chão a queixar-se de um toque do central e com um golo anulado ao defesa portista por fora de jogo marcado pelo árbitro assistente e confirmado pelo VAR. À entrada do quarto de hora final surgiu o primeiro lance com polémica na área e de novo com Djaló, neste caso em despique com Viktor Gyökeres que terminou no chão a pedir grande penalidade a João Pinheiro.
Foi nos descontos que o caldo entornou de vez. Danny Namaso fez o empate após assistência de Samu na área, num lance avaliado pelo árbitro assistente e confirmado depois pelo VAR, mas o Sporting tentou ainda algo mais do que o empate, com Geovany Quenda a arrancar pela esquerda e a cair na área num lance com Zé Pedro. Após indicação de que não haveria motivo para a marcação de penálti, a antecâmara da marcação do canto teve duas expulsões de jogadores do Sporting: Matheus Reis viu dois amarelos quase seguidos, Diomande foi expulso com vermelho direto num lance em que se envolveu com Fábio Vieira. Já depois do apito final, Samu protestou com João Pinheiro de forma mais exaltada e viu também amarelo.