A ilha grega de Santorini foi atingida, na noite de segunda-feira, pelo maior terramoto desde que se iniciou a atividade sísmica que tem assustado moradores e, sobretudo, turistas do destino pitoresco.
Na segunda-feira foi registado, pelas 22h16, um terramoto de 5.3 na escala de Richter, o mais forte destes últimos dias, segundo a imprensa grega.
Após esse abalo, Santorini voltou a acordar com a terra a mexer. Segundo o Centro de Estudos Geológicos dos Estados Unidos da América, nas últimas horas foram registados quatro sismos fortes: 4.7 às 7h58, 4.9 às 8h39, 4.8 às 9h17 e 4.9 às 13h43 (horário local), numa lista em constante atualização.
Ouvido pelo jornal Kathimerini, um especialista explica que “não se pode distinguir o terramoto [de 5.3] como um sismo principal”, sugerindo que, para tal suceder, teria que ter maior magnitude. “É uma série clássica, que inclui abalos pequenos ou intermédios. Está dentro do contexto que estamos a observar”, disse Vasilis Karastathis, diretor do Instituto Geodinâmico de Atenas.
Ainda assim, Karastathis enfatizou que este abalo “foi marginalmente maior que o anterior, ocorrido na sexta-feira”. Se este perito acredita que a atividade sísmica intensa dos últimos dias não está relacionada com “a ativação de qualquer vulcão”, o professor de desastres naturais Konstantinos Synolakis, citado pelo menos jornal, avisa: “O vulcão está em erupção desde o verão e está a dar certos sinais. Temos a suspeita de que o vulcão está a despertar. O despertar não significa que seremos necessariamente levados a uma explosão”.
Para o professor há três cenários possíveis para o desfecho desta atividade sísmica: não acontecer nada, haver um sismo maior ou o vulcão entrar em erupção.