A história está do lado do Benfica: nas 22 vezes em que os encarnados venceram fora de casa na primeira mão de uma eliminatória europeia, seguiram em frente. A equipa de Bruno Lage ganhou pela segunda vez no Mónaco esta temporada, depois de também ter derrotado os monegascos na fase de liga da Liga dos Campeões, e colocou-se em vantagem no playoff de acesso aos oitavos de final.

Pavlidis, o único assassino que mata os tremores de Lage (a crónica do Mónaco-Benfica)

Esta é já a primeira vez em que o Benfica somou quatro vitórias fora de casa numa única temporada na Liga dos Campeões, entre Estrela Vermelha, Mónaco, Juventus e novamente Mónaco, e os três triunfos consecutivos longe da Luz na competição são desde já o melhor registo desde 1989/90. Depois do jogo, na zona de entrevistas rápidas, Bruno Lage não escondeu a satisfação com o facto de a eliminatória entrar na segunda mão com vantagem dos encarnados.

“Uma primeira parte muito tática. Apesar de a primeira oportunidade de golo ter sido nossa, depois o jogo ficou muito tático. Senti que houve um respeito de ambas as partes, nós tínhamos um plano, estávamos a cumpri-lo a metade. Mas senti que, a partir dos 30 minutos, vamos crescendo, acabamos com duas boas oportunidades. Depois, tivemos de conversar com os jogadores, dar-lhes ainda mais confiança e temos uma entrada muito forte com o golo e várias oportunidades, que mereciam outro desfecho. Disse na antevisão que este seria um jogo importante e foi uma vitória e um jogo importante, com compromisso, e disse que a eliminatória seria discutida na Luz, que é o que vai acontecer”, começou por dizer, repetindo a ideia que transmitiu aos jogadores na habitual roda no relvado.

Mais à frente, o treinador encarnado não quis reconhecer que pareceu desagradado com a saída de bola da equipa. “Vamos ser objetivos: o que devíamos ter feito de outra forma foi as transições na largura. Podíamos ter feito melhor aí, depois fizemos com melhor qualidade na segunda parte. Temos de tratar de tudo. O que faltou hoje foi a mentalidade assassina de que falámos ontem, faltou-nos eventualmente marcar mais um golo”, acrescentou.

“É uma vitória na Champions, veja a quantidade de equipas que vence fora na Champions… Voltámos a defrontar uma adversário muito competente e, independentemente de o Mónaco ficar reduzido a dez unidades, o nosso golo surge 11 contra 11. É olhar para isso, saímos daqui satisfeitos e agora foco no Santa Clara”, concluiu, garantindo ser ainda “demasiado cedo” para falar da condição física de Di María e Tomás Araújo, que saíram em dificuldades.

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Já Pavlidis, que voltou a marcar e leva oito golos nos últimos seis jogos, foi eleito o melhor jogador em campo. “Toda a gente fala do ‘ketchup’, mas só quero continuar a ganhar e e a marcar. É bom, é bom, é bom vencer, estou muito orgulhoso. Não está decidido. Temos um novo e importante jogo para o Campeoanato. E depois iremos reencontrar o Mónaco, com o apoio dos fãs. Queremos continuar a jogar bom futebol e a vencer”, disse o avançado grego, que já igualou Darwin e João Mário nos melhores registos de um jogador do Benfica numa única temporada de Liga dos Campeões, com seis golos.