O Estoril Praia denunciou hoje um alegado caso de racismo no jogo de sábado frente ao Nacional, da 22.ª jornada da I Liga de futebol, na Madeira, pedindo “responsabilidade de todos os intervenientes”, “respeito” e “dignidade humana”.

“No decorrer da primeira parte do jogo de ontem [sábado] ocorreu uma situação que, aos dias de hoje, não cabe no desporto. A Estoril Praia — Futebol SAD vem reforçar a responsabilidade de todos os intervenientes no jogo para deixar qualquer ato de discriminação racial de fora do futebol e do desporto”, pode ler-se em comunicado publicado no site oficial dos estorilistas. Esta mensagem suscitou uma reação do clube da Madeira que estranhou o facto do episódio não ter sido logo relatado pelo clube visitante.

Na mesma mensagem, o Estoril Praia pede “responsabilidade de todos” para que “o futebol seja um espaço de inclusão, onde a diversidade seja celebrada e a rivalidade se limite ao jogo dentro das quatro linhas, sem nunca ultrapassar os limites do respeito e da dignidade humana”.

O emblema da Linha de Cascais optou por não divulgar a identidade do jogador visado e, no final da nota emitida, “manifesta o seu apoio” a “todos os atletas que sofrem com este tipo de discriminação.

Na véspera, Ian Cathro já havia abordado o eventual episódio na conferência de imprensa que se seguiu à partida, que terminou empatada 2-2, na Choupana.

“Acho que é muito importante dizer uma coisa antes de falar do jogo, é muito importante dizer de uma forma séria que houve um momento de racismo contra um dos nossos jogadores na primeira parte. É algo que, obviamente, sinto a responsabilidade de dizer. Não podemos esconder estes momentos. Obviamente tem de haver algum processo ou protocolo, porque todos nós temos a responsabilidade de não ter atletas a viver assim”, afirmou o treinador, incomodado com o sucedido.

Nacional surpreendido pela denúncia de racismo do Estoril Praia

“Visto que a alegada situação terá acontecido no decorrer da primeira parte do encontro, estranhamos que no referido momento, no tempo de intervalo e durante toda a segunda parte não tenha sido relatado por qualquer elemento afeto ao Estoril, de forma formal ou informal”, pode ler-se, num comunicado publicado no sítio oficial dos insulares na Internet.

A formação madeirense “orgulha-se de, ao longo dos seus mais de 114 anos de história, sempre se ter associado a campanhas de sensibilização e lutar contra todo e qualquer tipo de intolerância racial ou discriminação social”, sempre com “respeito pela raça, etnia ou religião de cada ser humano”.

No final da partida de sábado, que terminou empatada 2-2, Ian Cathro já havia abordado o suposto episódio na conferência de imprensa, no Estádio da Madeira.

“Acho que é muito importante dizer uma coisa antes de falar do jogo, é muito importante dizer de uma forma séria que houve um momento de racismo contra um dos nossos jogadores na primeira parte. É algo que, obviamente, sinto a responsabilidade de dizer. Não podemos esconder estes momentos. Obviamente tem de haver algum processo ou protocolo, porque todos nós temos a responsabilidade de não ter atletas a viver assim”, afirmou o treinador escocês.

Em comunicado divulgado hoje, o Estoril Praia reforçou a “responsabilidade de todos os intervenientes no jogo para deixar qualquer ato de discriminação racial de fora do futebol e do desporto”, embora sem especificar a identidade do alegado jogador envolvido.