Os cerca de três milhões de trabalhadores da administração federal norte-americana vão, “em breve”, receber um e-mail pedindo-lhes que expliquem o trabalho que executaram na última semana – e uma não-resposta “será tomada como um pedido de demissão”. O anúncio foi feito neste sábado por Elon Musk, nomeado por Donald Trump para liderar o chamado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE).

Esta é uma medida que é “consistente com as instruções dadas pelo Presidente Trump”, garante o dono da rede social X, que foi precisamente o meio que usou para comunicar esta medida inédita.

O e-mail que será enviado a partir da administração central irá pedir a cada funcionário que ajude essa mesma administração a “compreender” aquilo que é o trabalho destas pessoas – uma decisão que tem por base a suspeita de Trump (e de Musk) que haverá um grande número de funcionários públicos não têm funções atribuídas ou não fazem um trabalho que justifique o salário que recebem.

Contactada pela imprensa norte-americana, a Casa Branca não quis fazer qualquer comentário à medida anunciada por Elon Musk.

Num comício em Washington na sexta-feira, Donald Trump disse que o DOGE está “agora a travar uma guerra contra o desperdício, a fraude e o abuso do governo, e o Elon está a fazer um grande trabalho”.

A equipa de Musk tem vindo a cortar milhares de cargos federais em várias agências, ao mesmo tempo que tem gerado controvérsia ao tentar aceder a dados confidenciais da administração fiscal.

Como Musk está a replicar a tática que usou no Twitter no governo norte-americano

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