Tal como já vem sendo habitual, era um dérbi que valia a liderança. O Sporting recebia o Benfica no Pavilhão João Rocha e os encarnados entravam para o jogo no primeiro lugar do Campeonato de hóquei em patins e com mais um ponto do que os leões — ou seja, uma vitória de um lado podia significar a solidez da vantagem e uma vitória do outro lado podia significar uma troca de líder.

Um voo para a liderança: Benfica vence dérbi frente ao Sporting na Luz e isola-se na liderança do Campeonato

Para o Sporting, porém, o dérbi até era mais do que isso: os leões não venciam o Benfica desde outubro de 2023, já que perderam os dois últimos encontros com os encarnados, em fevereiro do ano passado e já em janeiro, ambos no Pavilhão da Luz. “Sabemos que este jogo é importante e apetece-nos, também, começar a estar em primeiro lugar. Esperamos encontrá-los mais vezes para decidir títulos, mas este domingo serão só três pontos em disputa”, defendeu o treinador Edo Bosch na antevisão, vincando que o jogo seria “resolvido nos detalhes”.

No Benfica, naturalmente, o objetivo passava por somar a terceira vitória consecutiva contra o Sporting e aumentar a vantagem na liderança da classificação da fase regular — mas o treinador Edu Castro não dava grande importância ao recente triunfo, há cerca de um mês. “Agora a exigência é ainda maior, é mais complicado, porque vamos à pista deles. Tanto numa pista neutra como na nossa, já mostrámos que podemos vencê-los. Temos de ganhar ao Sporting e continuar a crescer como equipa, que é disso que se trata, sendo claras as dificuldades”, explicou o espanhol.

Ora, assim, Edo Bosch lançava Ângelo Girão, Nolito, Rafael Bessa, Alessandro Verona e Toni Pérez no cinco inicial, enquanto que Edu Castro apostava em Pedro Henriques, Nil Roca, Roberto Di Benedetto, Pau Bargalló e Gonçalo Pinto. O dérbi começou a um ritmo intenso, com Pedro Henriques a defender desde logo um penálti de Verona nos instantes iniciais (1′) e Rafael Bessa a ser assistido depois de ficar a sangrar da cabeça na sequência de um choque forte contra a tabela — originando uma confusão entre Girão e Di Benedetto que acabou com um cartão azul para Gonçalo Pinto.

Nolito abriu o marcador de bola parada na sequência da exclusão (3′), capitalizando uma superioridade que os leões iam demonstrando, mas o Benfica conseguiu empatar ainda durante a primeira parte e por intermédio de Lucas Ordóñez (10′), que deu seguimento ao bom momento individual que está a atravessar. Ao intervalo, como era expectável, o dérbi estava equilibrado e empatado no marcador, sendo que o Sporting iria entrar na segunda parte ainda em superioridade numérica depois da exclusão de Nil Roca.

A lógica da primeira parte manteve-se na segunda, com os dois guarda-redes a serem os grandes responsáveis pela insistência da igualdade, mas o Sporting conseguiu recuperar a vantagem por intermédio de Roc Pujadas e após transição rápida (35′). O resultado, porém, pouco durou: logo depois, com direito a um erro de Henrique Magalhães, Lucas Ordóñez ficou na cara de Girão e voltou a bater o português para repor o empate (36′).

Facundo Bridge desperdiçou um penálti do lado dos leões, atirando ao lado (38′), e Pau Bargalló fez parecido do outro lado, permitindo a defesa de Girão num livre direto depois de o Sporting chegar às nove faltas (40′). Até ao fim, Girão ainda parou mais um penálti, desta feita de Gonçalo Pinto (48′), e Pedro Henriques também evitou o golo de João Souto ao defender um livre direto (49′) — com Sporting e Benfica a não irem além de um empate no Pavilhão João Rocha e os encarnados a resguardarem a liderança do Campeonato com mais um ponto do que os leões.