A Microsoft anunciou esta sexta-feira o encerramento da plataforma de videoconferência Skype, a lendária precursora de serviços como o Zoom e o Facetime.

Num comunicado publicado no site oficial, a Microsoft afirma que o Skype, serviço pioneira das videochamadas pela internet, irá deixar de estar em funcionamento a partir de maio de 2025 e que os utilizadores serão transferidos para a plataforma gratuita Microsoft Teams.

“A fim de agilizar as nossas ofertas gratuitas de comunicações ao consumidor para que possamos adaptar-nos mais facilmente às necessidades dos clientes, encerraremos o Skype em maio de 2025 para nos concentrarmos no Microsoft Teams (gratuito), o nosso hub moderno de comunicações e colaboração”, lê-se no comunicado.

A empresa também confirmou o encerramento da plataforma na rede social X.

Segundo o XDA, a Microsoft planeava anunciar a mudança na próxima semana, mas um utilizador descobriu uma mensagem na versão mais recente do Skype para Windows que diz: “A partir de maio, o Skype não estará mais disponível. Continue as suas chamadas e bate-papos no Teams”, seguido por uma observação de que um certo número “dos seus amigos já se mudaram para o Teams gratuitamente”.

A CNN soube através de um porta-voz da empresa que não há reduções de pessoal associadas à mudança neste momento. Os funcionários que trabalham no Skype irão continuar a trabalhar no Teams.

De acordo com a Microsoft, o Teams fornece acesso a muitos dos mesmos recursos básicos que o Skype disponibilizava, como chamadas e videochamadas individuais e em grupo, mensagens e partilha de arquivos. Além disso, o Teams oferece recursos aperfeiçoados como organização de reuniões, gestão de calendários e participação em comunidades.

O encerramento do Skype ocorre 14 anos depois de a Microsoft ter adquirido o serviço por 8,5 mil milhões de dólares (mais de 8,1 mil milhões de euros), marcando a maior aquisição da empresa na época. A Microsoft integrou o serviço nos seus outros produtos, como o Windows, o Office, o Outlook e a Xbox. No ano passado, a Microsoft utilizou inteligência artificial para conectar o Bing ao Skype.

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A empresa também manteve o seu serviço de mensagens, chamadas e videoconferências para empresas, o Lync, que acabou por ser transformado no Skype for Business.

As dificuldades técnicas e o aumento do número de plataformas concorrentes foram as principais causas da queda do Skype. A Microsoft anunciou planos de encerrar o Skype for Business em 2017 e  de substituí-lo pelo Teams, lançado no início daquele ano.

A popularidade do Skype diminuiu nos últimos anos, apesar de a pandemia ter impulsionado o uso de outros produtos concorrentes, como o Zoom, o Google Meet e o Cisco WebEx. O Skype também tem enfrentado concorrência  de plataformas como o FaceTime, da Apple, e o WhatsApp, da Meta. Além disso, a Microsoft tem investido bastante no Teams, que oferece muitos dos mesmos serviços.

O Skype foi lançado em 2003 na Estónia e ganhou popularidade por ser uma forma de fazer chamadas e videochamadas gratuitas para todo o mundo, já que, à época, as chamadas internacionais em telefones tradicionais costumavam ter custos elevados. O serviço teve tanto sucesso que levou o eBay a comprá-lo em 2005 por 2,6 mil milhões de dólares. No entanto, a parceria não deu certo e o eBay vendeu a sua participação de 65% no Skype a um grupo de investidores por 1,9 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) em 2009, antes de ser comprado pela Microsoft em 2011.

Na época, foi a maior aquisição da Microsoft e continua ser o seu quarto maior negócio, atrás da Activision Blizzard (68,7 mil milhões de dólares, em 2023), do LinkedIn (26,2 mil milhões de dólares, em 2017) e  da Nuance (19,7 mil milhões de dólares, em 2021).

Texto editado por Dulce Neto