A Microsoft anunciou esta sexta-feira o encerramento da plataforma de videoconferência Skype, a lendária precursora de serviços como o Zoom e o Facetime.
Num comunicado publicado no site oficial, a Microsoft afirma que o Skype, serviço pioneira das videochamadas pela internet, irá deixar de estar em funcionamento a partir de maio de 2025 e que os utilizadores serão transferidos para a plataforma gratuita Microsoft Teams.
“A fim de agilizar as nossas ofertas gratuitas de comunicações ao consumidor para que possamos adaptar-nos mais facilmente às necessidades dos clientes, encerraremos o Skype em maio de 2025 para nos concentrarmos no Microsoft Teams (gratuito), o nosso hub moderno de comunicações e colaboração”, lê-se no comunicado.
A empresa também confirmou o encerramento da plataforma na rede social X.
Starting in May 2025, Skype will no longer be available. Over the coming days you can sign in to Microsoft Teams Free with your Skype account to stay connected with all your chats and contacts. Thank you for being part of Skype pic.twitter.com/EZ2wJLOQ1a
— Skype (@Skype) February 28, 2025
Segundo o XDA, a Microsoft planeava anunciar a mudança na próxima semana, mas um utilizador descobriu uma mensagem na versão mais recente do Skype para Windows que diz: “A partir de maio, o Skype não estará mais disponível. Continue as suas chamadas e bate-papos no Teams”, seguido por uma observação de que um certo número “dos seus amigos já se mudaram para o Teams gratuitamente”.
A CNN soube através de um porta-voz da empresa que não há reduções de pessoal associadas à mudança neste momento. Os funcionários que trabalham no Skype irão continuar a trabalhar no Teams.
De acordo com a Microsoft, o Teams fornece acesso a muitos dos mesmos recursos básicos que o Skype disponibilizava, como chamadas e videochamadas individuais e em grupo, mensagens e partilha de arquivos. Além disso, o Teams oferece recursos aperfeiçoados como organização de reuniões, gestão de calendários e participação em comunidades.
O encerramento do Skype ocorre 14 anos depois de a Microsoft ter adquirido o serviço por 8,5 mil milhões de dólares (mais de 8,1 mil milhões de euros), marcando a maior aquisição da empresa na época. A Microsoft integrou o serviço nos seus outros produtos, como o Windows, o Office, o Outlook e a Xbox. No ano passado, a Microsoft utilizou inteligência artificial para conectar o Bing ao Skype.
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A empresa também manteve o seu serviço de mensagens, chamadas e videoconferências para empresas, o Lync, que acabou por ser transformado no Skype for Business.
As dificuldades técnicas e o aumento do número de plataformas concorrentes foram as principais causas da queda do Skype. A Microsoft anunciou planos de encerrar o Skype for Business em 2017 e de substituí-lo pelo Teams, lançado no início daquele ano.
A popularidade do Skype diminuiu nos últimos anos, apesar de a pandemia ter impulsionado o uso de outros produtos concorrentes, como o Zoom, o Google Meet e o Cisco WebEx. O Skype também tem enfrentado concorrência de plataformas como o FaceTime, da Apple, e o WhatsApp, da Meta. Além disso, a Microsoft tem investido bastante no Teams, que oferece muitos dos mesmos serviços.
O Skype foi lançado em 2003 na Estónia e ganhou popularidade por ser uma forma de fazer chamadas e videochamadas gratuitas para todo o mundo, já que, à época, as chamadas internacionais em telefones tradicionais costumavam ter custos elevados. O serviço teve tanto sucesso que levou o eBay a comprá-lo em 2005 por 2,6 mil milhões de dólares. No entanto, a parceria não deu certo e o eBay vendeu a sua participação de 65% no Skype a um grupo de investidores por 1,9 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) em 2009, antes de ser comprado pela Microsoft em 2011.
Na época, foi a maior aquisição da Microsoft e continua ser o seu quarto maior negócio, atrás da Activision Blizzard (68,7 mil milhões de dólares, em 2023), do LinkedIn (26,2 mil milhões de dólares, em 2017) e da Nuance (19,7 mil milhões de dólares, em 2021).
Texto editado por Dulce Neto