“É com grande pesar que eu e a minha mulher vos informamos da morte do nosso filho”, partilhou o príncipe Robert do Luxemburgo no Instagram. O jovem de 22 anos morreu no fim do mês passado, após lutar durante muito tempo contra uma doença rara. Segundo os pais, Frederik encontrou forças para se despedir de cada membro da família e ainda perguntou ao pai se tinha orgulho em si.

Frederik, primo do Grão-Duque Henri, tinha 14 anos quando foi diagnosticado com uma doença nas mitocôndrias (existentes nas células do corpo e com um papel central na produção da energia e na regulação do metabolismo), causada por mutações no gene POLG. A condição do jovem levou a que, progressivamente, ficasse cada vez com menos energia e, eventualmente, à falência dos orgãos.

Os primeiros sintomas da doença foram detetados na infância, de acordo o canal dinamarquês Virgule que citava o pai, Robert do Luxemburgo: “O Frederik era um bebé que dormia enquanto os outros corriam por todo o lado. Mais tarde, surgiram problemas de equilíbrio e coordenação. Estava sempre a perder força e adoecia com frequência.”

Depois de uma grande epopeia até chegar a um diagnóstico, Frederik foi submetido a várias cirurgias, que não puseram fim à doença, escreve a revista Hola!. “Na passada sexta-feira, 28 de fevereiro, no ‘Dia das Doenças Raras’, o nosso querido filho chamou-nos ao seu quarto para falarmos com ele pela última vez”, lê-se na publicação feita no Instagram pelos pais do jovem.

“Frederik encontrou a força e a coragem para se despedir de cada um de nós à vez — do seu irmão, Alexander; da sua irmã, Charlotte; de mim; dos seus três primos, Charly, Louis e Donall; do seu cunhado, Mansour; e, finalmente, da sua tia Charlotte e do seu tio Mark. Ele já tinha dito tudo o que estava no seu coração à sua extraordinária mãe, que não saía do seu lado há 15 anos”, escreveram os pais.

O jovem arranjou força para “presentear” cada membro da família “com as suas despedidas —algumas amáveis, outras sábias, outras instrutivas — à verdadeira maneira de Frederik”. “Deixou-nos coletivamente com uma última piada de família de longa data. Mesmo nos seus últimos momentos, o seu humor e a sua compaixão sem limites obrigaram-no a deixar-nos uma última gargalhada…. Para nos animar a todos”.

Segundo a publicação, a última pergunta que Frederik fez ao seu pai antes de morrer foi: “Papá, estás orgulhoso de mim?”. “Ele mal conseguia falar há vários dias, por isso a clareza destas palavras foi tão surpreendente quanto o peso do momento foi profundo. A resposta era muito fácil, e ele já a tinha ouvido tantas vezes…. Mas, neste momento, precisava de ter a certeza de que tinha contribuído com tudo o que podia na sua curta e bela existência e que agora podia finalmente seguir em frente.”

Desde que o seu filho foi diagnosticado, Robert do Luxemburgo fundou e tornou-se o diretor criativo da Fundação POLG, que tem como missão “apoiar e acelerar a investigação para encontrar tratamentos eficazes e uma cura para as doenças mitocondriais POLG”, lê-se no site desta entidade.