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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que os ataques aéreos que na madrugada desta terça-feira puseram fim ao cessar-fogo na Faixa de Gaza são “apenas o começo” e que nada vai impedir Israel de “alcançar todos os nossos objetivos de guerra”.

Numa declaração transmitida na televisão nacional israelita, Netanyahu afirmou também que vai “agir contra o Hamas com intensidade crescente” e que, a partir de agora, as negociações sobre a libertação dos reféns terão lugar “apenas sob fogo”, considerando que a pressão militar “é essencial” para garantir o regresso dos israelitas sequestrados em 7 de outubro de 2023.

Sobre a decisão de retomar os ataques contra a Faixa de Gaza, o primeiro-ministro israelita afirmou que foi tomada depois de o Hamas ter rejeitado repetidamente todas as propostas. “Prometi-vos muitas vezes: se o Hamas persistir na sua recusa e não libertar os nossos reféns, voltaremos aos combates”, disse o primeiro-ministro israelita, acrescentando que “e, de facto, voltámos a lutar, voltámos a lutar com intensidade”.

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Citado pelo Haaretz, Netanyahu disse que a decisão seguiu uma recomendação das agências militares e de segurança para retomar os combates intensivos: “O Hamas já sentiu o nosso poder nas últimas 24 horas, e quero assegurar-vos a vós e a eles: isto é apenas o começo.”

Já num vídeo partilhado na rede social X, após as declarações à televisão nacional, Netanyahu afirmou que o Hamas é o responsável pela guerra e, por isso, é também responsável pelas mortes involuntárias provocadas pelas forças israelitas.

“O Hamas recusou oferta atrás de oferta para libertar os nossos reféns. Nas últimas duas semanas, Israel não iniciou nenhuma ação militar na esperança de que o Hamas mudasse de rumo. Bem, isso não aconteceu. Enquanto Israel aceitou a oferta do enviado especial do Presidente Trump, Steve Witkoff, o Hamas recusou categoricamente fazê-lo. É por isso que eu autorizei ontem a renovação da ação militar contra o Hamas. Israel não ataca civis palestinianos. Nós atacamos terroristas do Hamas. E quando estes terroristas se incorporam em áreas civis, quando usam civis como escudos humanos eles são os responsáveis por todas as mortes involuntárias”, afirma o primeiro-ministro israelita.

Durante o vídeo, apela ainda aos civis palestinianos a “evitar qualquer contacto com os terroristas do Hamas” e a mudarem-se para zonas seguras uma vez que “todas as mortes de civis são uma tragédia e todas as mortes de civis são culpa do Hamas.”

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Por fim, Netanyahu agradeceu a Donald Trump “pelo seu apoio inabalável a Israel” e garantiu que a aliança com os EUA “nunca foi tão forte”. Já aos que criticam Israel, deixou uma pergunta: “O que é que fariam se terroristas matassem e raptassem as vossas crianças? Fariam o que nós estamos a fazer. Perante o mal puro, sociedades livres não têm escolha sem ser lutar”.

“Por isso, quero garantir a todos os nossos amigos à volta do mundo: Israel vai lutar, Israel vai vencer, vamos trazer as nossas pessoas para casa e vamos destruir o Hamas. Não descansaremos enquanto não atingirmos todos estes objetivos vitais e não descansaremos enquanto não dermos ao nosso país um futuro de paz, prosperidade e esperança”, reforçou.

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