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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que os ataques aéreos que na madrugada desta terça-feira puseram fim ao cessar-fogo na Faixa de Gaza são “apenas o começo” e que nada vai impedir Israel de “alcançar todos os nossos objetivos de guerra”.
Numa declaração transmitida na televisão nacional israelita, Netanyahu afirmou também que vai “agir contra o Hamas com intensidade crescente” e que, a partir de agora, as negociações sobre a libertação dos reféns terão lugar “apenas sob fogo”, considerando que a pressão militar “é essencial” para garantir o regresso dos israelitas sequestrados em 7 de outubro de 2023.
Sobre a decisão de retomar os ataques contra a Faixa de Gaza, o primeiro-ministro israelita afirmou que foi tomada depois de o Hamas ter rejeitado repetidamente todas as propostas. “Prometi-vos muitas vezes: se o Hamas persistir na sua recusa e não libertar os nossos reféns, voltaremos aos combates”, disse o primeiro-ministro israelita, acrescentando que “e, de facto, voltámos a lutar, voltámos a lutar com intensidade”.
Citado pelo Haaretz, Netanyahu disse que a decisão seguiu uma recomendação das agências militares e de segurança para retomar os combates intensivos: “O Hamas já sentiu o nosso poder nas últimas 24 horas, e quero assegurar-vos a vós e a eles: isto é apenas o começo.”
Já num vídeo partilhado na rede social X, após as declarações à televisão nacional, Netanyahu afirmou que o Hamas é o responsável pela guerra e, por isso, é também responsável pelas mortes involuntárias provocadas pelas forças israelitas.
Hamas is responsible for this war. pic.twitter.com/JRabT6KAv4
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) March 18, 2025
“O Hamas recusou oferta atrás de oferta para libertar os nossos reféns. Nas últimas duas semanas, Israel não iniciou nenhuma ação militar na esperança de que o Hamas mudasse de rumo. Bem, isso não aconteceu. Enquanto Israel aceitou a oferta do enviado especial do Presidente Trump, Steve Witkoff, o Hamas recusou categoricamente fazê-lo. É por isso que eu autorizei ontem a renovação da ação militar contra o Hamas. Israel não ataca civis palestinianos. Nós atacamos terroristas do Hamas. E quando estes terroristas se incorporam em áreas civis, quando usam civis como escudos humanos eles são os responsáveis por todas as mortes involuntárias”, afirma o primeiro-ministro israelita.
Durante o vídeo, apela ainda aos civis palestinianos a “evitar qualquer contacto com os terroristas do Hamas” e a mudarem-se para zonas seguras uma vez que “todas as mortes de civis são uma tragédia e todas as mortes de civis são culpa do Hamas.”
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Por fim, Netanyahu agradeceu a Donald Trump “pelo seu apoio inabalável a Israel” e garantiu que a aliança com os EUA “nunca foi tão forte”. Já aos que criticam Israel, deixou uma pergunta: “O que é que fariam se terroristas matassem e raptassem as vossas crianças? Fariam o que nós estamos a fazer. Perante o mal puro, sociedades livres não têm escolha sem ser lutar”.
“Por isso, quero garantir a todos os nossos amigos à volta do mundo: Israel vai lutar, Israel vai vencer, vamos trazer as nossas pessoas para casa e vamos destruir o Hamas. Não descansaremos enquanto não atingirmos todos estes objetivos vitais e não descansaremos enquanto não dermos ao nosso país um futuro de paz, prosperidade e esperança”, reforçou.
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