André Ventura afirmou esta quinta-feira que Flávio Bolsonaro, o candidato à presidência do Brasil derrotado, “não devia ter fugido” do país e que, enquanto titular de um cargo de governação, não lhe teria dado asilo em Portugal. Numa entrevista à CNN Portugal, o líder do Chega assumiu que os “brasileiros que vivem cá” não iriam gostar do que iria dizer a seguir, mostrando-se reticente em dar uma resposta clara à questão que lhe foi colocada num novo formato de entrevista, com vários jornalistas da estação a colocar-lhe perguntas à vez.

“Eu conheço o Flávio Bolsonaro, como o Eduardo, e como o pai. Diria que, provavelmente separando o André do titular político português, não há condições de o manter em Portugal, num país neste momento com estas condições e nesta legislação e no quadro da União Europeia”, afirmou Ventura, lamentando o “sofrimento” que essa decisão pudesse implicar para o filho de Jair Bolsonaro e para com a sua família. Referiu ainda: “Também não gosto de ser desleal e amigo dos meus amigos.”

E acrescentou: “Aconselhá-lo-ia a voltar ao Brasil e a enfrentar a justiça e a conseguir vencer no seu país, havendo explicações para isso.”

“Se eu fizesse o que Flávio fez, gostaria de ter um líder noutro país que me dissesse o que eu disse há pouco: ‘André, tens que voltar, se foste contra o sistema e quiseste enfrentá-lo então tens que o enfrentar'”, completou.

Em 2024, Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, gravou um vídeo de apoio a André Ventura, a propósito das eleições legislativas desse ano em Portugal.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]