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Espanha. Tempestade Martinho faz 3 feridos na Galiza, há escolas sem aulas e Parque do Retiro está fechado. Governo apela ao teletrabalho

Este artigo tem mais de 1 ano

Depois de Portugal, depressão já faz estragos em Espanha. Comunidade de Madrid em alerta. Há três feridos na Galiza e bombeiros resgataram 41 jovens de casa de freiras cercada pela água em Ávila.

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Depois de passar em força por Portugal — provocando milhares de ocorrências um pouco por todo o País entre quarta e quinta-feira — a tempestade Martinho já está a provocar estragos em Espanha, com alguns feridos e vários desalojados.

Chuva, vento e neve até sábado. Quando vamos ficar livres da tempestade Martinho? E o que virá depois?

A apreensão com a tempestade — que deixa 30 províncias em alerta por chuva, ondas e principalmente vento — levou o ministério do Trabalho a pedir às pessoas para evitarem deslocações e apelou ao teletrabalho em várias zonas, em especial em Madrid.

“Nenhuma pessoa deve colocar-se em risco. (…) A normativa reconhece autorizações para salvaguardar a segurança dos trabalhadores em caso de fenómenos meteorológicos adversos”, lê-se na conta de X do ministério.

Madrid tem sido mesmo uma das zonas mais afetadas e, atendendo à previsão de continuação do fenómeno, quatro universidades suspenderam as aulas e todas as atividades “não imprescindíveis”.

Outro facto que preocupa as autoridades madrilenas é a subida do caudal do rio Manzanares, o que levou ao corte de algumas estradas, com os bombeiros a não descartarem mais constrangimentos nas próximas horas. Francisco Martín Aguirre, delegado do Governo espanhol em Madrid explicou que as autoridades “estão a vigiar a evolução dos níveis de todos os rios”.

Na capital de Espanha o mau tempo cancelou ainda uma manifestação de médicos e fechou (sem data para reabrir) o parque do Retiro — onde na quinta-feira já caíram árvores. Apesar da situação em Madrid estar “estável”, segundo o alcaide José Almeida, as autoridades mantêm “atenção constante” face à previsão de chuvas fortes a partir das 12h.

Uma das imagens mais impressionantes do impacto da tempestade foi captada em Ávila, a noroeste de Madrid, onde os bombeiros socorreram 41 menores que se encontravam numa casa de freiras. Como mostra o vídeo, a subida do caudal cercou o edifício, onde ficaram cerca de quarenta freiras com idade avançada, mas que não têm a vida em perigo.

Segundo o El País, os rios Chico e Adaja inundaram várias ruas, parques e garagens na zona sul de Ávila esta sexta-feira. O autarca Jesús Manuel Sánchez Cabrera não descarta a possibilidade de o rio voltar a inundar, já que a previsão é de que a chuva caia novamente com intensidade esta tarde, “não tendo o terreno capacidade de absorver mais água”.

“A chuva mais abundante será registada no Sistema Central [cordilheira no coração da Península Ibérica], Oeste e Norte de Castela e Leão, Galiza e os Pirinéus”, explicou ao El País Rubén Del Campo, porta-voz da Agência Estatal de Meteorologia. A chuva durará “um par de dias” com a tempestade Martinho a afastar-se de Espanha durante o fim-de semana, diz o especialista.

A tempestade já levou ao corte de estradas um pouco por todo o país vizinho e, além do Manzanares, o caudal do rio Guadalete também tem subido e foi emitido um alerta laranja — em Jerez de la Frontera várias pessoas que vivem mais perto da margem do rio abandonaram as casas.

Em Málaga, a Guardia Civil retomou as buscas, pelo terceiro dia consecutivo, por um motociclista que desapareceu na quarta-feira, depois de ser arrastado pelo caudal de um rio enquanto atravessava uma ponte. Até ao momento só foi encontrada a mota, enterrada num monte de troncos, pedras e rochas perto do local do acidente.

Na região vizinha da Galiza, em Espanha, o mau tempo já provocou danos, em especial em três escolas onde voaram coberturas, relata o Faro de Vigo. O jornal regional dá conta do impacto da tempestade, que repetiu os estragos causados em Portugal, com vários cortes de luz, árvores caídas, diversas infraestruturas danificadas, estradas cortadas e até feridos.

Esta manhã, a imprensa local fez um balanço dos danos e aponta para centenas de ocorrências que resultaram em pelo menos três feridos leves. O vento intenso, que em Portugal chegou aos 169,2 quilómetros por hora, fustigou maioritariamente a província de Pontevedra, alcançando a intensidade máxima em Ourense, com 166 quilómetros por hora.

Apesar da força da tempestade, a maioria dos avisos nos municípios da região passaram de laranja a amarelo e o vento já perdeu força.

Mantêm-se, no entanto, durante esta sexta-feira, os alertas para acumulação de chuva superior a 40 litros por metro quadrado em vários locais, bem como para ventos de mais de 60 km e ondas de até 4 metros de altura.

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