A Toyota revelou o FT-Me Concept, protótipo que antecipa um futuro quadriciclo de dois lugares, veículo que popularmente é conhecido como “mata-velhos” ou “papa-reformas”. A liderança deste segmento pertence ao Citroën Ami, o popular microcarro de aspecto irreverente, mas tudo indica que a Toyota quer uma fatia do bolo só para si.
A arma de combate do construtor japonês será igualmente um pequeno veículo de dois lugares eléctrico, capaz de ser conduzido em Portugal por jovens a partir dos 16 anos. O Toyota é similar ao Ami, mas aborda o mercado com uma estratégia distinta, apostando numa estética mais refinada, algo futurista, sobretudo quando comparada com os concorrentes da Stellantis, nomeadamente o Citroën Ami, o Opel Rocks e o Fiat Topolino. O FT-Me Concept tem ainda outras cartas na manga, a começar por uma maior autonomia, argumento que os potenciais clientes poderão valorizar, segundo a Toyota.
No capítulo das aptidões para circular na cidade, o quadriciclo japonês anuncia um comprimento total de 2,5 metros, o standard do segmento, o que lhe permite ocupar sensivelmente metade do espaço de um modelo utilitário como o Toyota Yaris. A esta qualidade, apreciada por quem se desloca eminentemente em meio urbano, o FT-Me associa o facto de oferecer uma visibilidade facilitada a 360º, ideal para circular na cidade e ter sempre debaixo de olho o restante tráfego.
Ao contrário dos rivais, o FT-Me Concept promete uma autonomia de 100 km, 25% mais do que os concorrentes da Stellantis que se limitam a percorrer 75 km entre recargas. O microcarro nipónico não consegue este incremento por milagre, mas sim porque usufrui de um trunfo, designadamente um tejadilho revestido por painéis solares, capazes de aumentar a autonomia entre 20 e 30 km, dependendo da luz ambiente.
A velocidade está obviamente limitada a 45 km/h, tal como acontece com todos os representantes desta classe de modelos, mas isso não impede a marca de estar convencida do potencial deste segmento. Entre outros motivos, porque a Toyota desenvolveu uma solução especificamente para acomodar as necessidades dos utilizadores de cadeiras de rodas, para acrescentar às outras vantagens do modelo nipónico. Contudo, todos estes trunfos elevam o preço, que dificilmente deverá rivalizar com os menos de 9 mil euros do Ami.