Uma semana depois de se tornar público o processo contra Miguel Ángel Revilla, antigo presidente do governo autónomo da Cantábria, o El Mundo avança que Juan Carlos I vai apresentar queixa contra a ex-amante Corinna Larsen e o advogado suíço, Dante Canonica. Segundo o jornal espanhol, o Rei Emérito deu instruções aos seus advogados para abrir o caso na Suíça, e deve apresentar uma proposta de acordo antes de continuar o caminho judicial.
O advogado Dante Canonica foi encarregado de criar em julho de 2008 a Fundação Lucum, da qual Juan Carlos era beneficiário, e através da qual foi feita a doação de 100 milhões de dólares, o equivalente na altura a 65 milhões de euros, proveniente do Ministério das Finanças da Arábia Saudita. A polémica transferência foi classificada como “montante enviado pelo rei Abdalla da Arábia Saudita como presente a outras monarquias, de acordo com a tradição saudita”, segundo relatórios divulgados em 2020 pelo El Español.
Em 2012 todos os fundos foram transferidos para a então amante do rei, Corinna Larsen. Mas quando a relação entre ambos acabou, na sequência da caçada de elefantes que expôs o então Rei de Espanha, Juan Carlos quis recuperar o valor. Em 2021 Corinna Larsen processou Juan Carlos, no Reino Unido, por assédio e vigilância ilegal, mas um tribunal de Londres pôs fim ao processo em 2023 por considerar que a jurisdição britânica não era adequada para julgar o caso.
▲ Corinna Larsen apresentou queixa contra Juan Carlos na justiça britânica em 2021
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A notícia surge uma semana depois de um comunicado dos advogados que representam Juan Carlos revelarem que o Rei Emérito pede 50 mil euros a Miguel Ángel Revilla por difamação. Os advogados dizem que Revilla “caluniou gravemente” Juan Carlos de Borbón e se referiu ao antigo monarca com “expressões injuriosas, difamatórias e oprobriosas que lesam o seu direito fundamental à honra”. A queixa foi apresentada num tribunal da Cantábria, no norte do país, região da qual Revilla, de 82 anos, foi presidente entre 2003 e 2011 e entre 2015 e 2023. As declarações em causa terão sido publicadas em vários meios de comunicação entre maio de 2022 e janeiro de 2025.
De acordo com o El Mundo, as três queixas têm o mesmo objetivo, o de “recuperar a honra do rei”. O jornal publica ainda que Juan Carlos não terá comunicado à Casa Real Espanhola as suas decisões, apesar de ainda ser um membro da família real.
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