Depois do interesse mostrado no início do ano, a Prada e a Versace fecharam por fim acordo. O grupo italiano comprou a marca de luxo, anteriormente propriedade da americana Capri Holdings, por 1,38 mil milhões de dólares (1,25 mil milhões de euros) naquele que foi o maior negócio da marca em 112 anos de história.

Em comunicado, a Prada avançou que “a marca constitui uma adição fortemente complementar ao portefólio do Grupo Prada” e que, dentro do mesmo, a Versace vai manter o seu ADN criativo e autenticidade cultural.

“Estamos muito satisfeitos por receber a Versace no Grupo Prada e por construir um novo capítulo para uma marca com a qual partilhamos um forte compromisso com a criatividade, o artesanato e o património. O nosso objetivo é dar continuidade ao legado da Versace, celebrando e reinterpretando a sua estética arrojada e intemporal”, afirmou Patrizio Bertelli, presidente e diretor executivo do grupo.

Prada pondera compra da Versace. Negócio criaria novo pólo italiano no mercado do luxo

Esta é a segunda vez em menos de uma década em que a Prada pondera uma compra da Versace. Já em 2018 o grupo tinha considerado a hipótese mas acabou por não avançar. No mesmo ano, a Capri Holding adquiriu a marca de luxo por mais de 1,8 mil milhões de euros à família Versace e à Blackstone.

Em meados de dezembro de 2024, os rumores apontavam cada vez mais para a vontade da Capri de vender a Versace, bem como a Jimmy Choo, confiando ao banco Barclays a averiguação de possíveis interessados.

No passado mês de maio, Donatella Versace anunciou a sua saída da direção criativa da marca fundada pelo irmão no final dos anos 70, e cuja liderança assumiu após o homicídio de Gianni, em 1997. Para o seu lugar, foi nomeado Dario Vitale, vindo da também italiana Miu Miu, onde desempenhou funções de diretor de design e imagem.

Quase 30 anos depois, Donatella deixa direção criativa da Versace