Joe Thompson, antigo jogador de futebol que passou pelas camadas jovens do Manchester United, morreu esta quinta-feira aos 36 anos. O britânico reformou-se em 2019, depois de ter já sido diagnosticado com linfoma de Hodgkin em 2013. O cancro regressou por uma terceira vez, no ano passado, e Thompson morreu em casa rodeado pela sua família.

Os principais clubes por onde passou descrevem-no como um “jogador talentoso” com uma “personalidade carinhosa e contagiante”. Relembram as duras batalhas que enfrentou dentro e fora de campo, mas sempre com um “espírito indomável” que inspira toda a gente que o conheceu. Nas redes sociais, os “Red Devils” deixaram uma mensagem dedicada a “um homem que simbolizava os valores do clube, e o Rochdale despede-se de uma “lenda”.

Em homenagem a Joe Thompson, o jogo do Rochdale contra o Altrincham esta sexta-feira vai contar com um minuto de silêncio antes do pontapé de partida, e os jogadores do seu antigo clube vão usar uma braçadeira negra. “Independentemente do resultado, não haverá uma reação após a partida, por respeito pelo Joe e pela sua família. Nas próximas 48 horas, serão postos em prática planos para prestar homenagem a Joe no nosso jogo em casa contra o AFC Fylde, na segunda-feira de Páscoa”, escreve o clube na rede social X.

Começou em Manchester aos nove anos, mas foi em Rochdale que fez grande parte da sua carreira profissional. Jogou mais de 200 jogos com o emblema azul e branco ao peito, do clube que atualmente disputa a quinta divisão inglesa. Depois do diagnóstico inicial, Thompson foi “obrigado” a encontrar uma nova casa para voltar a habituar o seu corpo ao ritmo de jogo. Passou pelo Tranmere, Bury, Southport e Wrexham, mas três anos depois já estava de regresso à sua primeira casa.

A sua segunda passagem pelo clube foi marcada pelo regresso do cancro, que o obrigou a afastar-se novamente dos relvados para novas rondas de tratamento. Menos de um ano mais tarde, Joe Thompson entrou em remissão e, no final da mesma época, foi o responsável por marcar o golo que garantiu a manutenção do Rochdale na terceira divisão. No entanto, o jogador britânico reconheceu que o seu corpo tinha sido “levado até ao limite” com o tratamento da doença e, em 2019, pendurou oficialmente as botas.