O Campeonato vai ser decidido em 90 minutos, a semana até esse momento promete ser longa. Depois das “ondas de choque” provocadas pelo empate no dérbi da Luz entre Benfica e Sporting que deixou a questão do título em aberto para a última ronda, foram surgindo vários focos de notícias a marcar as últimas horas. Um exemplo prático? As declarações de Nuno Magalhães, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Benfica SAD, que deixou críticas não só à exibição da equipa frente aos leões mas também a Schjelderup.

Sporting depende de si, Benfica precisa de fazer melhor do que rival: os cenários do que pode acontecer na última jornada

“Para ser aquilo que se diz dele, o Schjelderup tem de mostrar mais do que mostrou neste Campeonato. Goza muito da simpatia da comunicação social, que criticou Bruno Lage quando tirou o Schjelderup. É um jogador que tem imprensa, que diz ‘Ai o Schjelderup, vai ser extraordinário’. Confesso que ainda não lhe vi nada de extraordinário. E não vi também no sábado. Podia ter feito bastante melhor numa bola que lhe sobra, em que já estava dentro da área e ao pé da baliza”, referiu à Antena 1, durante o programa “Grandes Adeptos” onde faz parte do painel há algum tempo. “Também não achei que o Di María estivesse completamente em condições. Via-se que Di María estava um pouco retraído. Mas não foi só o Di María que entrou sonolento nem que entrou com receio do Sporting”, acrescentou ainda o dirigente.

“O Benfica surpreendeu-me pela negativa, até pela receção extraordinária que teve dos adeptos. Parecia que o Benfica estava a jogar fora. Estava retraído. Não sabia se atacava ou vinha para trás. Circulava a bola com muita lentidão. O Benfica precisava de ter entrado como na segunda parte”, apontou Magalhães, numa intervenção pública que não caiu bem no plano interno, não só pelo teor mas pelo próprio timing.

“Tomando conhecimento das repercussões de opiniões que proferi num programa de comentário que faço há anos e onde cada um dos participantes emite as suas opiniões pessoais de forma livre e desinteressada, esclareço que os comentários que proferi, como é evidente, apenas me vinculam a mim e a mais nenhum colega da Sport Lisboa e Benfica SAD e, em momento algum, podem ser interpretadas como qualquer posição oficial do Sport Lisboa e Benfica. Lamentando, e pedindo desculpa pela repercussão e todos os efeitos negativos que possam ter tido – apesar do contexto livre e descontraído que está na génese do programa – quero deixar explícito que em nenhum momento pretendi diminuir ou apoucar o valor de qualquer elemento de uma equipa em que acredito e cujo trabalho ao longo desta época tem de ser enaltecido e reconhecido por todos”, destacou depois Nuno Magalhães num comunicado a justificar as afirmações.

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Agora, o “foco” passou para o outro jogo de todas as decisões, com o Sporting a ter de vencer para conquistar o título dependendo apenas de si e o V. Guimarães a ter também de ganhar para assegurar de imediato o quinto lugar e a presença na próxima edição da Liga Conferência. Na antecâmara do encontro, os minhotos fizeram um comunicado a criticar as palavras do seu antigo treinador, Rui Borges, que após o dérbi deixou a entender que Tiago Silva e Telmo Arcanjo teriam visto cartão amarelo na antepenúltima ronda frente ao Nacional para cumprirem castigo com o Farense e estarem depois aptos para a partida em Alvalade “Vi jogadores a levar quinto amarelo para não jogarem neste jogo e jogarem contra o Sporting”, apontou.

“No Vitória Sport Clube cada momento de felicidade é alcançado em competição, no momento certo, como resultado do trabalho diário, entrega e superação dos seus atletas, treinadores, colaboradores e dirigentes, e da admirável paixão dos adeptos. A sede de vencer é permanente e, nesse sentido, o passado fim de semana foi especial pois conquistámos os títulos de campeão nacional de polo aquático e de campeão nacional da II Divisão de futebol feminino, com consequente subida de divisão”, começou por referir o texto.

“Celebramos com orgulho tanto os grandes êxitos como os triunfos menos sonantes e dispensamos atalhos que colidam com o espírito olímpico. Todos os jogos, todas as competições são importantes para o Vitória Sport Clube, pelo que foi no mínimo uma deselegância que um treinador tenha posto em causa o profissionalismo de dois atletas da nossa equipa principal de futebol e a responsabilidade que têm perante o clube, isto na véspera de um jogo que seria decisivo, frente ao Farense, que acabou por não correr como pretendíamos. Desejando que fiquem por aqui as construções de cenários fictícios, a equipa vai encarar a última semana de trabalho da época com absoluta serenidade e em silêncio, preparando-se com o profissionalismo habitual para a visita ao Estádio José Alvalade”, salientou a missiva dos vitorianos.

“Os nossos profissionais tudo farão para honrar o emblema que têm ao peito e, seja qual for o resultado, ninguém poderá apontar-lhes o dedo, acusando-os de terem jogado demasiado ou pouco. Até lá, serão cumpridos os procedimentos habituais: recato, trabalho árduo e uma conferência de imprensa de antevisão do jogo, com a presença do nosso treinador, por consideração aos media, aos nossos adeptos e aos apaixonados pelo futebol. Sugerimos, de resto, que ninguém incorra na insensatez de dizer que Morten Hjulmand, um capitão de equipa sério, comprometido e profissional, terá forçado a amostragem do quinto cartão amarelo no recente dérbi lisboeta para não defrontar o Vitória SC na última jornada da Liga Portugal, evitando assim a amostragem de um eventual vermelho que o afastaria automaticamente da final da Taça de Portugal”, concluiu de forma irónica o comunicado da formação minhota, assinado pela direção.

Notícia atualizada com o comunicado de Nuno Magalhães, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Benfica SAD