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A Rússia e a Ucrânia concordaram nesta sexta-feira, em Istambul, trocar 1.000 prisioneiros de guerra de cada lado, revelou o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov. O responsável, que liderou a delegação ucraniana nas curtas negociações, não revelou, porém, quando é que isso irá acontecer.

“Sabemos a data, mas não vamos revelá-la para já”, indicou Rustem Umerov, confirmando que a reunião desta sexta-feira, apesar de ter sido curta e mesmo com baixas expectativas prévias, resultou num acordo sobre um tema que não é novo. A Ucrânia já tinha proposto, no ano passado, uma troca de todos os prisioneiros de guerra detidos por cada um dos lados do conflito, mas a Rússia sempre recusou.

Por seu lado, o Kremlin disse-se “satisfeito” com as negociações levadas a cabo nesta sexta-feira e prometeu continuá-las. Está em cima da mesa a possibilidade de os dois lados voltarem a reunir-se ainda neste dia, depois de o primeiro encontro ter durado menos de duas horas.

No final da reunião, foi noticiado com base nas informações vindas do lado ucraniano que a Rússia tinha levado para esta reunião exigências “inaceitáveis” como a vontade de passar a controlar cinco regiões da Ucrânia.

Enquanto as delegações da Ucrânia e Rússia se sentavam à mesa para negociar em Istambul, na Turquia, ouviram-se explosões na região do Dnipro, na Ucrânia. Segundo testemunhas citadas pela imprensa ucraniana, via agência Reuters, soaram naquela região alarmes de ataque aéreo.

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