O adepto do Sporting baleado nos festejos da conquista do bicampeonato e que perdeu um olho confessou ter a expectativa de que o agente da PSP seja identificado.

“Falou-se de uma bala perdida, mas não digam que foi uma bala perdida. A bala foi enviada exatamente na minha direção. Gostava muito que o agente que disparou fosse identificado e que haja justiça. Na minha vida, estive sempre a favor das autoridades, mas o que passou foi muito grave e gostava que não se repetisse”, afirmou Bernardo Topa.

Em declarações ao JN, o adepto leonino assumiu estar a passar por uma “situação traumática”, porém, vincou que vai continuar a “amar o Sporting” e que tenciona ver a final da Taça de Portugal este domingo, entre Sporting e Benfica, a partir da unidade hospitalar em que está internado.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 1.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

Sobre o episódio que viveu no último sábado, Bernardo Topa contou que teve lugar no Saldanha, onde viu “um grupo de polícias a disparar” e acabou por ser atingido. “Nesse momento, houve um tiro direto ao meu olho. Percebi logo que era grave e que estava tramado, a ferida deitou imenso sangue e fui operado. Não vi quem disparou e mesmo que tivesse visto, teria sido impossível identificar o agente. Ao meu lado, naquela zona, estavam famílias, não era ninguém de claques, fiquei muito triste”, referiu.

O jovem, de 28 anos, mostrou-se ainda “feliz” pelo apoio do Sporting e disse estar preparado para ter de deixar as funções de comissário de bordo que desempenhava na TAP.

“As minhas redes sociais estão cheias e há donativos em curso para me ajudar nos tratamentos e na reconstrução do olho”, disse, adiantando que a sua situação pessoal na TAP “é um assunto que está a ser tratado”.

“Amava o que fazia, mas se não for possível, terei de assumir outras funções na empresa”, concluiu.