A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) está a investigar o caso do dermatologista do Hospital de Santa Maria que num só único dia de trabalho em 2024 ganhou mais de 51 mil euros por cirurgias adicionais, avançou o Público.
O pedido para a intervenção da IGAS foi feito pelo presidente do conselho de administração da ULS. Apesar de, por norma, o período analisado neste tipo de ações ser referente aos últimos três anos, “em função dos dados, o período analisado poderá ser maior”, explicou o inspector-geral da Saúde.
O dermatologista em causa é Miguel Alpalhão, que beneficiou das condições do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) — criado para diminuir as longas listas de espera no SNS —, ao qual pode aceder após o cumprimento de uma meta quantitativa. Neste caso, a produção realizada ao abrigo do SIGIC não pode exceder um terço da produção cirúrgica total. O dermatologista terá inclusivamente usado um sábado para retirar lesões benignas aos seus pais.
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