Um pormenor, uma bola parada, uma história de jogo que muda num ápice. Ao contrário do que acontecera no jogo 1 da meia-final, em que o Sporting foi superior durante grande parte da partida antes de uma reação tardia do FC Porto, o jogo 2, no Dragão Arena, pautou-se pelo equilíbrio e foi apenas decidido por uma bola parada a dois minutos do fim por Gonçalo Alves, carimbando um atípico 1-0 para os azuis e brancos que voltou a empatar a eliminatória. Agora, de novo no Pavilhão João Rocha, surgia aquele que poderia ser o jogo chave do playoff, com os leões a receberem os dragões tentando preservar o “fator casa” nas meias.
“Estamos bem, os playoffs são assim mesmo. Cada jogo tem a sua história. Ganhámos o primeiro em casa, perdemos lá mas disputámos o jogo, o que foi importante para nós. Temos agora o terceiro jogo e estamos confiantes que vamos ganhar. O que vai fazer a diferença é a capacidade de conseguir um bom jogo para podermos ganhar. Estamos em nossa casa mas essa confiança que o público nos traz não serve de nada se não fizermos um bom jogo porque o FC Porto também é uma grande equipa. É normal que as equipas em casa entrem melhor do que as equipas fora mas, mais do que entrar bem, é fazer um bom jogo nos 50 minutos”, salientara Henrique Magalhães, jogador leonino que abordou também a ausência por lesão (rotura total do tendão de Aquiles) de Facu Bridge: “Este grupo sempre foi unido mas uma perda destas e, ainda para mais a lesão que foi, faz com que nos unamos ainda mais e que as vitórias sejam muito por ele”.
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“É sempre bom voltar porque um jogador gosta de jogar e de competir. São sempre tempos difíceis para quem está lesionado e passa bastante tempo sozinho, fora do âmbito da equipa, por isso é ótimo estar de volta e ainda para mais com uma vitória. Estamos numa meia-final do playoff e sabemos que os jogos vão ser todos competitivos. No último tivemos um ligeiro ascendente sobre o Sporting e esperamos conseguir mais uma vitória para fecharmos a eliminatória no Dragão Arena. Fator casa? É bastante importante no playoff, como a história demonstra, mas isso coloca mais pressão sobre a equipa da casa e nós sabemos que passar à final temos que vencer um jogo no Pavilhão João Rocha”, referira Telmo Pinto, internacional português de 32 anos que regressava também ao reduto verde e branco onde jogou dois anos.
????"Esperamos conseguir mais uma vitória"
????Antevisão de Telmo Pinto: https://t.co/dH4SspPuOS
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Depois de duas derrotas no João Rocha para o Campeonato, a que se juntava o empate a três no fim da fase regular no Dragão Arena, o FC Porto chegava motivado pelo primeiro triunfo no quarto clássico da época. No entanto, não houve duas sem três e voltou a imperar o “fator casa” no clássico para deixar a formação de Edo Bosch a apenas um triunfo da final, com o jogo 4 marcado para o próximo sábado no Dragão Arena.
A uma vitória da ???????????????????? ????
No Pavilhão João Rocha, os Leões do #HóqueiSCP venceram o jogo 3️⃣ da meia-final do Campeonato Nacional frente ao FC Porto por 7-4 ???? pic.twitter.com/pIu72zFdKI
— Sporting CP ???????? (@SportingCP) June 4, 2025
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]
A primeira parte mostrou que este seria um encontro diametralmente oposto aos dois primeiros. Após uma saída rápida com recuperação e assistência de Rafa Bessa, Alessandro Verona inaugurou o marcador (3′), os jogadores ficaram de seguida “picados” num momento de maior tensão que foi sanado e numa jogada de 3×2 Hélder Nunes assistiu Edu Mena para o empate logo no minuto seguinte (4′). Ao contrário do jogo 1, o FC Porto não demorou a reagir, antes de um lance em que João Souto e Carlo Di Benedetto viram cartão azul e voltaram a deixar os ânimos mais exaltados (7′), mas o Sporting tinha guardados dez minutos de gala a ler bem a subida de linhas de pressão dos dragões, com Henrique Magalhães (14′), Toni Pérez (18′) e Rafa Bessa (23′) a colocarem o resultado em 4-1 quando nada apontava nesse sentido. Rafa reduziu antes do intervalo (24′) mas os leões saíam em vantagem entre 25 minutos com mais golos do que os jogos 1 e 2 juntos.
#HóqueiSCP | ⏸ Tempo de intervalo no Clássico!
???? Verona, Henrique Magalhães, Toni Pérez e Rafa Bessa.
???? 4-2 ???? // #SCPFCP pic.twitter.com/NleTAZtiAM— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) June 4, 2025
Esse lance do internacional português teve o condão de dar outro ânimo ao FC Porto para o segundo tempo, com o conjunto de Ricardo Ares apostado em encurtar ainda mais distâncias logo a abrir para manter tudo em aberto no encontro. A aposta era essa, a aposta foi ganhar: num lance confuso em que Ângelo Girão caiu em cima da bola, Rafa bisou e fez o 4-3 (29′). O encontro estava vivo, Xavi Malián e Girão brilhavam nas duas balizas perante as várias oportunidades criadas entre os momentos em que as equipas se partiam, mas o golo seguinte acabou mesmo por cair para os leões, com Nolito Romero a isolar Roc Pujadas para o 5-3 (42′). A vantagem era leonina em toda a linha, com Romero a aumentar o avanço num míssil de meia distância sem hipóteses para Xavi Malián (46′) antes do 6-4 de Di Benedetto (48′) e do 7-4 final de Romero (50′).
#HóqueiSCP | ⏹ ATÉ AO FIM, LEÕES!!! ????
???? Verona, Henrique Magalhães, Toni Pérez, Rafa Bessa, Roc Pujadas e Nolito (2).
???? 7-4 ???? // #SCPFCP pic.twitter.com/9HOBJw4XQt— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) June 4, 2025