10 presenças, três finais perdidas, um sonho que continua adiado. A Seleção Sub-21 começava uma nova caminhada no Campeonato da Europa do escalão com o objetivo de mudar uma história que sempre trouxe muitos sonhos, mas poucas alegrias e várias desilusões — para isso, porém, era preciso iniciar o percurso com o pé direito contra uma equipas mais fortes da competição que decorre na Eslováquia.
Inserida no Grupo C, com França, Polónia e Geórgia, a equipa de Rui Jorge começava a terceira participação consecutiva no Campeonato da Europa Sub-21 contra os franceses — que não disputam uma final desde 2002 e que só venceram uma vez, já em 1988. Na bagagem, Portugal levava a eliminação nos quartos de final da última edição, em 2023 e contra uma Inglaterra que acabaria por conquistar o troféu, mas também as finais perdidas em 1994 (Itália), 2015 (Suécia) e 2021 (Alemanha).
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“Eles, tal como nós, não têm pontos fracos. Somos duas equipas fortes, em que existe pouco aquela situação do ‘vamos explorar isto porque de facto têm uma vulnerabilidade a este nível’. Não creio que França tenha, não creio que nós tenhamos também. Agora, os nossos pontos fortes e os pontos fortes de França podem, de alguma forma, sobrepor-se a algumas situações normais dentro de uma equipa. Acho que será um jogo bastante equilibrado, de um lado mais vertical e do outro lado mais pensado, mais coletivo. Espero que seja isso que aconteça um bocadinho amanhã”, disse Rui Jorge, que não contava com o lesionado Fábio Silva e ainda com Eduardo Quaresma, que pediu dispensa, na antevisão da partida desta quarta-feira.
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Assim, no Štadión Sihot de Trenčín, perto da fronteira da Eslováquia com a República Checa, o selecionador apostava em Geovany Quenda, Tiago Tomás e Roger no ataque, com Henrique Araújo a começar no banco. Do outro lado, Gérald Baticle lançava Matthis Abline como referência ofensiva, apoiado por Mathys Tel, Johann Lepenant e Wilson Odobert.
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Numa primeira parte que terminou sem golos, Portugal não demorou a conquistar o ascendente da partida e passou muito tempo no meio-campo contrário, acumulando oportunidades de golo não concretizadas. Tiago Tomás teve a primeira, num lance em que não dominou bem a bola na área (7′), Roger viu um defesa adversário intercetar um remate em cima da linha (14′), Tiago Tomás voltou a ficar perto de marcar com um pontapé que Guillaume Restes defendeu (15′) e Roger, novamente e na sequência de um enorme erro francês, atirou ligeiramente por cima da baliza (20′).
O árbitro da partida chegou a assinalar grande penalidade de Rafael Rodrigues, revertendo após análise do VAR porque a falta aconteceu fora da grande área, e já nada mudou até ao intervalo. Rui Jorge mexeu logo no início da segunda parte, trocando precisamente Rafael Rodrigues por Flávio Nazinho, e França pareceu entrar mais forte e mais perigosa, aproximando-se da baliza de Samuel Soares em duas ocasiões logo nos cinco minutos iniciais.
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Kiliann Sildillia poderia ter marcado com um cabeceamento que passou por cima na sequência de um canto (52′) e Ismaël Doukouré rematou ao lado quando só tinha o guarda-redes pelo frente (54′), algo que fez com que Rui Jorge voltasse a mexer para lançar Rodrigo Gomes e Carlos Forbs. Portugal respondeu num lance em que Paulo Bernardo chegou ligeiramente atrasado a um cruzamento de Diogo Nascimento (70′) e outro em que o médio do Celtic rematou para defesa de Restes (78′) e a verdade é que já pouco aconteceu até ao fim.
Num jogo de autêntico desperdício mútuo, Portugal e França empataram sem golos no arranque do Campeonato da Europa Sub-21. No mesmo grupo, a Geórgia venceu a Polónia (2-1), assumindo a liderança isolada, com a Seleção a voltar a entrar em campo no próximo sábado, dia 14 de junho, contra os polacos e novamente em Trenčín.