O ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha acusou a China esta terça-feira de atacar uma das suas aeronaves com recurso a um laser, tendo já feito saber que convocou o embaixador chinês para dar explicações.
“Os militares chineses usaram um laser para atingir uma aeronave alemã durante a operação da UE ASPIDES”, lê-se na publicação que a conta oficial do ministério dos Negócios Estrangeiros alemão fez na rede social X.
Das chinesische Militär hat mit einem Lasereinsatz ein deutsches Flugzeug in der EU-Operation #ASPIDES ins Visier genommen. Die Gefährdung von deutschem Personal & Störung des Einsatzes sind vollkommen inakzeptabel. Der chinesische Botschafter wurde dazu heute ins AA einbestellt.
— Auswärtiges Amt (@AuswaertigesAmt) July 8, 2025
“O perigo para o pessoal alemão e a interrupção da operação são completamente inaceitáveis”, aponta, anunciando também que “o embaixador chinês foi convocado hoje ao Ministério dos Negócios Estrangeiros”.
O incidente terá ocorrido ao largo da costa do Iémen, envolvendo uma aeronave de reconhecimento alemã e uma fragata chinesa, adianta o Der Spiegel. O avião — estacionado no Djibuti e fretado em específico para esta missão sobre o Mar Vermelho — ter-se-á aproximado do navio como parte dos procedimentos de rotina.
A tripulação chinesa, porém, terá ignorado o protocolo, não estabelecendo contacto através de uma frequência de socorro. Ao invés, sem motivo ou comunicação prévia, terá apontado o laser para a aeronave, sendo que não é claro se o avião alemão sofreu danos e se está a ser inspeccionado.
Segundo a Reuters, ainda não houve uma reação da parte da Comissão Europeia ou do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, sendo que a embaixada chinesa em Berlim também não respondeu de imediato a um pedido de comentário enviado por email pela agência.
O incidente decorreu durante a missão ASPIDES, descrita pela União Europeia como tendo por objetivo “contribuir para a proteção da liberdade de navegação e para a salvaguarda da segurança marítima, especialmente para os navios mercantes e comerciais no Mar Vermelho, no Oceano Índico e no Golfo, no âmbito da Política Comum de Segurança e Defesa da UE”.