Mais de cinco mil inquéritos foram abertos nos últimos cinco anos por crimes de perseguição, conhecidos de uma forma geral como stalking. Segundo o Público, desde 2020, houve um aumento de 25% dos inquéritos abertos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação a esta tipologia criminal.

Em 2020, registaram-se 907 inquéritos, número que aumentou no ano seguinte para 1011 casos. Em 2022, o número diminuiu ligeiramente — com 924 casos — mas não tardou, nos dois anos seguintes, a aumentar. Em 2023, registou-se a abertura de  1063 inquéritos e no ano passado o número subiu ainda mais, para 1128.

Também de acordo com o Público, a APAV tem registado cada vez mais casos de assédio persistente em contexto de violência doméstica. De uma forma global, desde 2014, o número de casos de stalking isolado registados pela associação tem diminuído, sendo que o valor mais elevado — 580 — foi contabilizado em 2019.

Segundo Emanuela Braga, psicológa na APAV, a diminuição do número de casos isolados pode justificar-se pelo facto de as vítimas poderem sentir-se mais confortáveis a apresentar queixa-crime diretamente, sem recorrer primeiro aos serviços da associação para apoio.