1243,8kWh poupados 1243,8 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Papagaio "delator" ajuda polícia inglesa a desmantelar grupo de traficantes de droga

Este artigo tem mais de 1 ano

Mango é um papagaio amarelo que aprendeu a repetir uma expressão usada pelos traficantes, com a namorada do líder do grupo a gravar vídeos do animal que se revelaram provas decisivas para a polícia.

i

DR

DR

Um grupo de traficantes de droga, cuja atividade criminosa já ascendia a um milhão de libras e contava com 15 elementos, foi desmantelado pela polícia de Lancashire. Para conseguir esse objetivo, as autoridades inglesas não precisaram de agentes infiltrados ou da delação de um dos elementos do gangue, bastou… um papagaio.

Segundo o jornal The Telegraph, o papagaio de um dos traficantes de drogas aprendeu a repetir a expressão “two for 25£”, ou seja, “dois por 25 libras”, uma frase que fazia parte da linguagem comum do gangue criminoso para anunciar duas porções de cocaína por 25 libras.

Mango, assim se chama o papagaio “delator”, vivia na casa de Shannon Hilton, a namorada do cabecilha do grupo, Adam Garnett, que se encontrava preso, mas ainda assim conseguia gerir a atividade do gangue a partir da cadeia.

E Mango era “estrela” em várias provas obtidas pela polícia, ao figurar num vídeo recuperado do telemóvel da namorada do líder da rede criminosa a repetir aquela expressão, mas também em videochamadas que foram efetuadas entre Shannon e Adam, nas quais Mango surgia a brincar na frente de uma criança com dinheiro arrecadado por via do tráfico de drogas.

Os vídeos com Mango, de acordo com o jornal britânico e a polícia de Lancashire, foram preponderantes para derrubar o grupo organizado e prender os seus membros.

Aliás, a polícia de Blackpool (no condado de Lancashire) partilhou inclusivamente na sua página no Facebook um vídeo do papagaio amarelo a pegar nas notas, acrescentando-lhe a legenda: “Qual é a coisa mais talentosa que o seu animal de estimação sabe fazer? Sentar? Dar a pata? Que tal falar?”

Adam Garnett estava já a cumprir uma pena de 15 anos de prisão, tendo as autoridades encontrado telemóveis e routers wifi na sua cela, que levaram a outros elementos da rede criminosa, designadamente a namorada, Shannon, e ainda Dalbir Sandhu e Jason Gerrand. Nesse sentido, foram depois realizadas buscas nas residências destes membros do grupo criminoso, resultando na apreensão de drogas, dinheiro e telefones, e colocando um ponto final na atividade de uma rede criminosa que operou na área de Blackpool entre fevereiro de 2023 e julho de 2024.

[Um jovem polícia é surpreendido ao terceiro dia de trabalho: a embaixada da Turquia está sob ataque terrorista. E a primeira vítima é ele. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o terceiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]

Na última semana, a justiça britânica traduziu a punição dos elementos deste gangue em penas de prisão que totalizam 103 anos de encarceramento. Para o líder do grupo de narcotráfico, Adam Garnett, ficou reservada a condenação mais pesada: 19 anos e meio, a serem cumpridos após terminar a pena de 15 anos que já estava a cumprir.

Já Shannon Hilton, a namorada e elo de ligação com os traficantes nas ruas, foi condenada a 12 anos de prisão, perante as acusações de conspiração para fornecer drogas de classe A e posse com intenção de fornecer drogas de classe B.

O detetive Anthony Alves, da Polícia de Lancashire, destacou que “estas pessoas conduziam uma operação sofisticada para fornecer drogas de classe A em Blackpool” e que Adam Garnett não deixou de “conduzir a sua operação enquanto estava na prisão, comunicando com os membros do seu grupo criminoso organizado através de métodos ilegais”.

“Congratulo-me com as sentenças proferidas, após uma investigação longa e complexa”, concluiu.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.