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Carro que salvou a Autoeuropa é apresentado a 9 de Setembro

Este artigo tem mais de 1 ano

O actual VW T-Roc recorre apenas a motores a combustão, mas o seu substituto, o modelo que salvou a Autoeuropa, é electrificado com um novo sistema "full hybrid". Vai ser revelado a 9 de Setembro.

Este é o novo VW T-Roc, que será mostrado ao público no salão automóvel alemão IAA. Começará a ser entregue a clientes a partir do final do ano, substituindo a geração actual que surgiu em 2017 e foi alvo de um "restyling" em 2021
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▲Este é o novo VW T-Roc, que será mostrado ao público no salão automóvel alemão IAA. Começará a ser entregue a clientes a partir do final do ano, substituindo a geração actual que surgiu em 2017 e foi alvo de um "restyling" em 2021

▲Este é o novo VW T-Roc, que será mostrado ao público no salão automóvel alemão IAA. Começará a ser entregue a clientes a partir do final do ano, substituindo a geração actual que surgiu em 2017 e foi alvo de um "restyling" em 2021

O salão automóvel alemão IAA 2025, que vai abrir portas a 9 de Setembro, em Munique, vai ser extremamente importante para a Volkswagen e, curiosamente, também para nós portugueses. Entre as novidades agendadas para o certame está o novo T-Roc, modelo que revela assim a segunda geração, substituindo a primeira lançada em 2017 e que depois foi alvo de um restyling em 2021. O anúncio da produção do novo T-Roc, realizado em final de 2024, garantiu a continuidade da laboração da fábrica que o construtor possui em Palmela, a poucos meses de ficar na desconfortável situação de temer pelo seu futuro.

O novo T-Roc, que começará a ser entregue a clientes no final de 2025 ou, o mais tardar, no início de 2026, é um modelo substancialmente diferente da primeira geração, passando a incluir mecânicas híbridas, uma vez que se tornava cada vez mais difícil ao primeiro T-Roc bater-se com os melhores concorrentes disponibilizando somente motores a combustão, sem qualquer electrificação. Recorde-se que um motor full hybrid consegue oferecer mais 30% a 40% de potência e menos 20% a 30% de consumo, argumentos relevantes, tanto mais que não obrigam a grandes alterações no preço final.

Sob a camuflagem está o novo VW T-Roc que sairá da Autoeuropa. Mas, ao contrário do que acontecia na 1.ª geração, já com acesso a motores mais económicos por serem electrificados

A VW revelou uma imagem do novo T-Roc, ainda que camuflado, e se ainda não foi anunciada a gama total das motorizações, sabe-se que a principal novidade é a inclusão de um motor full hybrid, em substituição dos mild hybrid que a marca alemã propõe de momento, com poucas vantagens face a motores sem electrificação. Além de introduzir uma tecnologia que até aqui tinha evitado, ao contrário do que aconteceu com a Toyota e a Renault, por exemplo, a VW passa a apostar numa solução que permite ganhos mais evidentes em consumos e custos de utilização, sem obrigar a investimentos mais palpáveis. Isto vai permitir ao T-Roc, que já foi o modelo mais vendido da VW, recuperar a competitividade perdida.

Além do motor full hybrid do novo T-Roc, este SUV a fabricar pela Autoeuropa recorre a uma nova plataforma, a MQB Evo, mais recente e sofisticada do que a anterior (MQB A1), com ambas as soluções a serem partilhadas com os novos Golf e Tiguan. Isto porque a VW acredita que, no imediato, há um grande interesse neste tipo de mecânica na Europa, mas também na América do Sul e, curiosamente, até nos EUA, devido ao sucesso dos Toyota e Lexus.

Juntamente com o novo T-Roc, a VW vai apresentar no salão automóvel alemão o ID.2X, um SUV eléctrico concebido sobre a base do utilitário ID.2

Além do novo T-Roc, o IAA vai igualmente servir de palco para a estreia do VW ID.2X, um pequeno SUV eléctrico concebido sobre a base do ID.2, que se assume como um Polo eléctrico e cujo protótipo que lhe serve de suporte já foi apresentado com a denominação ID.2all. O interessante é que estes ID.2 e ID.2X recorrem à mesma plataforma do ID.1 (antecipado pelo protótipo ID.Every1), que também será fabricado pela Autoeuropa a partir de meados de 2027, o que teoricamente permite que a fábrica portuguesa possa concorrer à produção destes dois modelos da VW.

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