Emirates, Emirates, Emirates. Tem sido este o nome que mais ecoa pelos corredores da Volta a Espanha e o que mais faz correr tinta por esse mundo fora. Apesar de a camisola de líder da corrida estar no corpo do rival Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), a UAE Team Emirates-XRG dominou as notícias na primeira metade da Vuelta, não só por ter colecionado quatro vitórias em etapas, mas também por tudo o que aconteceu dentro e fora da corrida, a envolver a liderança de João Almeida, o “estatuto” (desconhecido) de Juan Ayuso e a postura ofensiva de Jay Vine e Marc Soler, que lutam, respetivamente, pela classificação da montanha e o top 10 da classificação geral. Por entre a polémica e as dúvidas, a organização da Vuelta considerou mesmo que a Emirates foi a melhor equipa ao cabo de dez etapas.
“Foi bom. Quer dizer, hoje [terça-feira] senti-me bem de novo. Não temos nada a perder. Estamos aqui para tentar vencer. Podemos não perder ou tentar vencer. Precisamos de tentar e, sim, amanhã [quarta-feira] é outro dia. Se me sentir bem, tentamos na subida final e damos tudo o que temos. É o que é. Ataque? Tentei acelerar para tornar a corrida difícil, mas [a subida] também não era muito íngreme para fazer a diferença. Simplesmente fiquei na roda. Jay Vine ficar para trás? Não, isso não era importante hoje”, partilhou Almeida ao Eurosport no final da etapa desta terça-feira.
“Estou super feliz por regressar à camisola vermelha. É realmente incrível. Estar no pódio com Miguel Induraín… é um grande campeão no ciclismo e só tenho boas palavras sobre ele. É uma lenda no desporto. Estar no pódio com ele é uma grande experiência para mim também. Fico sempre feliz por estar com uma camisola de líder. Não reclamo. É uma das camisolas mais bonitas do ciclismo. Estou feliz por tê-la e espero mantê-la até Madrid. O João estava muito forte hoje [terça-feira]. Felizmente consegui segui-lo. Como disse, agora estou com a camisola vermelha e espero conseguir mantê-la”, retorquiu Vingegaard, que regressou à liderança por troca com Torstein Traeen (Bahrain-Victorious).
☀️ Good morning from Bilbao! Today we have a nice hilly stage: will the breakaway make it or will the GC riders go for it?
⛰ ¡Buenos días desde Bilbao! Hoy tenemos una preciosa etapa de media montaña. ¿Llegará la fuga o querrán pelea los favoritos?#LaVuelta25 pic.twitter.com/4b0t2CghMd
— La Vuelta (@lavuelta) September 3, 2025
Para esta quarta-feira estava reservada uma etapa em formato de clássica, no seio de Bilbau, bem ao estilo do que acontece na Volta ao País Basco e na tradicional clássica San Sebastián. Com partida junto ao estádio San Mamés — com Vingegaard a receber uma camisola do Athletic Bilbau —, e chegada na mesma cidade, os corredores enfrentaram sete subidas categorizadas e mais de três mil metros de desnível acumulado em menos de 160 quilómetros. A decisão deveria de ficar guardada para o Alto de Pike, com 8,8% de inclinação média em apenas 2.100 metros, e que tem sido decisivo no Circuito de Getxo.
Como seria de esperar, a corrida foi atacada desde a partida oficial, mas só depois das duas primeiras contagens de montanha é que a fuga se consumou, com Marc Soler (Emirates) a obrigar a Visma a trabalhar. Para além do espanhol, que partia para esta etapa como o último vencedor da Vuelta em Bilbau, o camisola verde Mads Pedersen (Lidl-Trek) e Orluis Aular (Movistar), mas um ataque de Soler desfez o grupo a 80 quilómetros da meta, numa iniciativa que durou pouco mais de 20 quilómetros. Victor Campenaerts (Visma), Santiago Buitrago (Bahrain) e Mikel Landa (Soudal Quick-Step) também tentaram, mas só o colombiano aguentou na frente. No início do Alto del Vivero, a Emirates decidiu aumentar o ritmo no pelotão com Vine reduzindo o grupo, mas um novo protesto pró-Palestina abrandou as intenções das equipas, apesar de não se ter traduzido em incidentes de maior. Pouco depois, João Almeida abriu as hostilidades, encontrando resposta de pronto de Jonas Vingegaard.
???? Pidcock attacks and drops everyone!
???? ¡Pidcock ataca y descuelga a todo el mundo! #LaVuelta25 pic.twitter.com/kQ8L8VhsAr
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O ataque resultou numa grande perna de unidades no grupo que, antes da descida, alcançou Buitrago. Os protestos voltaram a ter efeitos no desenrolar da corrida, levando a organização a tirar os tempos para a classificação geral a três quilómetros da chegada, “sem vencedor” e bonificações, por conta dos fortes protestos que aconteceram aquando da primeira passagem pela meta e que quase derrubaram as barreiras. No que toca à corrida, a Emirates voltou a acelerar na subida final, seguindo-se uma forte ofensiva de Thomas Pidcock (Q36.5), que deixou de imediato Almeida para trás e criou dificuldades a Vingegaard. O britânico foi o primeiro a passar no alto, seguido do dinamarquês e do português. O duo chegou isolado à entrada para os últimos três quilómetros, dez segundos à frente do grupo de João Almeida que, ainda assim, subiu ao segundo posto, a 50 segundos de Vingegaard. Pidcock é terceiro, a 56.
????Momentos de tensión en el desarrollo la etapa 11 de #LaVuelta25 en Bilbao
Los manifestantes en favor de Palestina intentan interrumpir la competición https://t.co/YG2YEjFBeX pic.twitter.com/9nYgnmOVVG
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????♀️Tom Pidcock y Jonas Vingegaard marcan los tiempos de la etapa 11 de #LaVuelta25 que no tendrá ganador de etapa por los problemas en la línea de meta en Bilbao.#VueltaRTVE2s pic.twitter.com/JfZ0uP7nIg
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